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CRÍTICA: TOMB RAIDER (2018) – É muito bom, chegou quase lá!

Dirigido pelo maravilhosamente chamado Roar Uthaug, este reboot de Tomb Raider está longe de ser a primeira ótima adaptação de videogames. Não é mesmo particularmente bom. É simplesmente bom, o que em adaptações de videogames significa que é um dos melhores que já vimos.
Preciso começar destacando a incrível Alicia Vikander e sua fantástica performance como uma Lara Croft, muito forte e creditável, que eu talvez prefira sobre a Jolie (tá, tá…). Ela tem um certo encanto que a torna um protagonista simpática e também capaz de apresentar suas habilidades de sobrevivência quando ela precisa. Ela tem uma personalidade muito carismática, determinada e forte, em geral, ela é uma personagem muito bem desenvolvida, que vemos apenas ficar mais forte a cada momento que passa. E quando você tem alguém tão imensamente talentosa como Vikander, ele só melhora cada uma de suas cenas, pois ela prova, mais de uma vez, que ela pode fazer o dramático e emocional, assim como ela pode apresentar excelentes sequencias de ação. No que diz respeito aos vilões, Walton Goggins, que interpreta Mathias Vogel é ótimo porque ele só tem um dos rostos mais vendidos no cinema e isso não é diferente aqui. Na maior parte, ele interpreta um vilão bastante genérico com um objetivo simples em mente mas Goggins traz um certo nível de carisma ao papel que desperta algo além do que esperávamos. 
 
No que diz respeito ao tom, o filme é levado bastante a sério ate e não está constantemente tentando chegar na piada do roteiro, o que mostra que alguém trabalhou essa história. Parece muito com o jogo Tomb Raider (o que é obviamente bom) e até mesmo Uncharted, às vezes, sem o tom espertinho de Nathan Drake (tipico de Indiana Jones). Muita ação é baseada no pensamento estratégico – esta é a maior surpresa do filme e, talvez, a qualidade que é mais fácil de perder. Embora haja alguns grandes momentos. As plataformas quebram devido às leis da física, e você pode notar que Lara Croft ataca seus oponentes sempre estando a um passo ou dois à frente no jogo (por assim dizer). Muitas vezes me peguei pensando, ” o que ela está fazendo?” até perceber, que “aha, então essa era a intenção dela”. O filme nunca excede-explica essas coisas, mas permite que ela seja uma força própria em seus elementos.
Em geral, tudo parece realmente fascinante e a história de Himiko em si vai te interessar. Mas sem permanecer o foco na história e suas nuances, Tomb Raider é sobre o que a Lara pode fazer. A partir da sequência de abertura, vemos seu passeio cheio de adrenalina pela cidade como um jogo, e então ela resolve os enigmas do pai com bastante rapidez. Ao chegar em Hong Kong, assistimos enquanto ela persegue meninos que roubam sua bagagem, que é uma cena que não era realmente necessária e é bastante longa. Vemos Lara correr e correr a maior parte do tempo, lembrando-lhe de Tom Cruise fugindo de uma explosão.
Tomb Raider tenta transformar-se em algo real e aventureiro nesta nova ideia e possui todas as ferramentas para isso, mas é apenas um esforço para podermos seguir adiante. É divertido, mas perde o ritmo. Abre margens para uma continuação que poderá ser fascinante, mas temos que esperar pelos resultados da bilheteria para isso. Os filmes de videogame constantemente se esforçaram para adaptar a história do jogo a um formato adequado ao filme e eu diria que o Tomb Raider cimentou-se como um dos melhores e valeu a pena o momento. 

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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