CINEMA

CRÍTICA: UM DIA PARA VIVER (2018) – Um filme simples, mas bem preparado!

Não há segredo algum quando afirmamos que Hollywood passa por uma crise de ideias. Uma solução para isso foi o investimento em franquias. Praticamente todo filme que faz dinheiro tem uma sequência anunciada algum tempo depois. Curiosamente, John Wick trouxe um ar renovado para o cinema de ação urbana, apesar de não conter nada de novo dentro do gênero. Aqui, inclusive é utilizado na campanha de marketing. Um Dia Para Viver (24 hours to live) é uma produção Sul-Africana/Chinesa e segundo filme dirigido por Brian Smrz, um ex dublê. Por conta disso, o filme ganha demais com cenas de ação práticas, tiroteios, perseguições e sangue não computadorizado (cada vez mais raro hoje em dia).

Ethan Hawke é Travis, um assassino de aluguel que perdeu sua família há um ano e desde então tem dado um tempo no trabalho. Até que Jim Morrow (Paul Anderson), seu amigo e antigo colega nas forças armadas contrata ele a mando de Wetzler (Liam Cunningham), que comanda uma empresa que utiliza cobaias humanas para experimentos bárbaros a fim de trazer os mortos de volta à vida. O alvo é um ex funcionário que deseja depor contra a empresa. Mas ele é escoltado pela agente da Interpol Lin Bisset, vivida pela chinesa Qing Xu.

O filme tem um elemento surpresa que foi bem utilizado, causando uma quebra de expectativa logo no primeiro ato (arruinado se você assistiu ao trailer do filme). Mas o roteiro não consegue se manter e o restante do filme chega a ser previsível. A fotografia do filme é bem bacana, com cenas de ação bem filmadas e até a cena em câmera lenta tem um sentido narrativo. Um Dia Para Viver é o arroz com feijão dos filmes ação, mas felizmente, o arroz com feijão bem temperado. No final do filme , fica o gancho para uma sequência. Sinto cheiro de nova franquia.

Sobre o Autor

Guilherme Loureiro
Apaixonado por filmes desde que se entende por gente, carioca, aventureiro por natureza, vai o máximo que consegue ao cinema mas não perde a chance de ficar em casa pra assistir aquele filminho. Projetista e Designer de Interiores nas horas vagas (...err).

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