VINGANÇA (Revenge – 2018) – CRÍTICA

VINGANÇA (2018) – O revelação gore do cinema!

Podem falar o que quiser, se é bom ou ruim, mas é muito satisfatório ver uma garota matando macho escroto e se divertido também. Lhe apresento a plot do filme francês Vingança

Vingança Feminina com seu lado cruel e sem ter dó ou piedade. Já conferimos isso isso em outros filmes como A Vingança de Jennifer (1978), no remake Doce Vingança (2010), que reapresentou o gênero ao público de forma impactante gerando uma própria sequencia e Revenge vem nessa onda de filmes sobre vingança e quase todos são comparados com Doce Vingança. Mas será que ele é só mais um filme de retribuição/justiça que será comparado com o grande sucesso de 2010?!

A sinopse de Vingança é bem trash. Três homens casados e ricos fazem anualmente uma espécie de caçada no deserto. Desta vez, um dos empresários decide trazer sua amante (Matilda Lutz). Quando ela é abandonada para morrer devido a uma série de acontecimentos, eles terão que lidar com as consequências de uma mulher que busca vingança.

Vingança

Filmes com essa temática são geralmente realizados por diretores homens. Doce Vingança de Meir Zarchi, Sob O Domínio Do Medo de Sam Peckinpah, A Última Casa À Esquerda de Wes Craven, e Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres de Niels Arden Oplev, mas Revenge traz um diferencial, o filme é dirigido e roteirizado por uma mulher, Coralie Fargeat, sendo essa sua grande estreia no cinema, algo que não é tão comum mulheres fazerem filme do gênero, por mais que a mensagem seja para o público feminino. 

A mensagem, mesmo com uma temática feminista, é trabalhado mais em cima da questão da personagem Jen, uma jovem que usa o seu poder se sedução e seu corpo para conquistar um cara que é casado. Ai vem a questão do filme, só por causa disso ela merece ser estuprada? Claro que não, mas é isso que ela quer discutimos.

Vingança

Apesar da personagem usar bastante nudez, isso não atrapalha a intenção da mensagem, pois a pergunta continua sendo a mesma “Merece ser estuprada?” A diretora usa e abusa das cena de violência, não na questão do estupro pois isso ela só deixa a gente imaginar o que realmente aconteceu. Ela sofre pela negligencia logo após o ocorrido.

“É que você é tão bonita que ele não resistiu” e “por que mulheres sempre tem que ficar na defensiva?” são apenas alguns dos comentários feitos pelos personagens.

Mas Fargeat quer chocar o público, e ela consegue. Ela usa cenas violentas que nos remete de volta a Doce Vingança, só que com muito mais sangue e muito mais pesado. Entra no gênero gore facilmente! Será difícil um filme deste ano superar esse com cenas que causaram aflição. Não recomendo assistir comendo pipoca.

Claro que ele também cai no clichê, mas não tira a sua beleza e violência. Com uma linda fotografa de cores bem vivas e tudo em seu devido lugar, todo o resto é muito bem desenvolvido.

Vingança

A atriz italiana Matilda Lutz (O Chamado 3 – 2017) faz uma atuação exemplar. Sua performance no começo, como uma jovem louca para viver a vida e cheia de sonhos nos faz lembrar uma jovem Marilyn Monroe, mas ela faz a transição desse ideal para uma jovem assassina, obcecada por vingança de uma forma bem apresentada, ao ponto do expectador realmente sentir o ódio em seu olhar.

São esse par de olhos azuis que irá trazer muitas cenas que vão causar muito nervoso; – a cena com o caco de vidro… Precisa de estomago de aço para ver.

Vingança

Vingança é um filme francês mostrando que não são apenas os americanos que sabem fazer um bom filme de gore/terror/perseguição. Um filme não só de vingança, não só corporal, mas social, contra machismo. Mulheres também podem fazer filmes violentos. É uma Vingança em várias formas que esse filme nos apresenta. É a Vingança de Jennifer, nos dias de hoje, com muito Gore


Sobre o Autor