Animação

Crítica: Zootopia – Essa Cidade é o Bixo

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Lançamento: Março, 2016
Direção: Byron Howard, Rich Moore, Jared Bush
Roteiro: Jared Bush
Elenco: Gennifer Goodwin, Idris Elba, Jason Bateman, J.K. Simmons, Shakira…

Sinopse:

 

Conta a história da raposa de fala rápida, Nick Wilde, e a coelha policial, Judy Hopps vivem em uma cidade animal, Zootopia. Quando Wilde é acusado de um crime que não cometeu e que choca Zootopia, ele é enquadrado por Judy. Os dois se odeiam, mas quando ambos se tornam alvos de uma conspiração, eles são forçados a se juntarem para descobrir os verdadeiros inimigos e até mesmo tornam-se melhores amigos.

Crítica:
O primeiro teaser trailer já começa assim “No mundo do de Zootopia os Humanos nunca existiram, o que faz de Zootopia um mundo moderno e civilizado, que é inteiramente Animal”.
Tire os humanos e coloque no lugar os animais, pronto, já temos um mundo “quase perfeito”. Essa é a ideia do novo filme dos Estúdios Walt Disney Animation é uma comédia de aventura dirigida por Byron Howard (Enrolados, Bolt – O Supercão), Rich Moore (Detona Ralph, Os Simpsons) e codirigida por Jared Bush (Penn Zero: Part-Time Hero). Que trio! Não é a toa que o filme está sendo alvo das criticas boas e alguns mimimis.
Sim meus amigos, a Disney cada vez mais faz animações tanto para adultos e tanto para crianças, prova disso é Zootopia onde no Brasil ganhou o título “Zootopia – Essa cidade é o Bicho”, e trouxe questões bem sociais, sendo bem sutil na hora de fazer isso. Zootopia já é uns dos filme mais ambiciosos da Disney (Quem diria que ela colocaria assuntos tão sérios na telona) tratando de políticas raciais, com uma dupla de personagem que já é familiar de outras fábulas infantis, mesmo que com uma certa ingenuidade,  pois ainda se trata de um filme infantil.
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A história se passa na moderna metrópole de mamíferos chamada Zootopia, é uma cidade diferente de todas as outras. Composta de bairros-habitat como a elegante Sahara Square e a gelada Tundratown, é uma grande mistura onde animais de todos os ambientes vivem juntos — um lugar onde não importa o que você é, do maior elefante ao menor musaranho, você pode ser qualquer coisa. Mas quando a otimista policial Judy Hopps chega, ela descobre que ser a primeira coelha numa força policial de animais grandes e fortes não é nada fácil. Determinada a provar seu valor, ela agarra a oportunidade de solucionar um caso, mesmo que isso signifique formar uma parceria com uma raposa falante e vigarista como Nick Wilde, para desvendar o mistério.

 

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O predador e a presa são deixado de lado, o filme fala muito das diversidades e do preconceito pela aparência e classe social. As coisas pioram quando alguns animais começam a desaparecer e a desconfiança toma conta. O filme passa tantas cenas comuns do nosso dia a dia, exemplo a cena da Mãe Coelha apertando o seu filho para ficar longe do Tigre ( vai dizer que nunca viu uma cena assim ?!). Tem uma criatividade que não podemos deixar de lado, cada bicho tem uma especialidade, como a cena da preguiça que são funcionários públicos, de ursos que são seguranças, cada um ganha um habilidade humana, (a cena da preguiça é hilária sempre lembro quando eu vou no caixa pagar alguma coisa). Um truque ótimo em Zootopia são referência como todo filme da Disney, easter eggs e mais – talvez as crianças não irão saber, mas os pais, irmãos, (tias como eu), adultos em geral, irão notar cada referência que se passa – “Poderoso Chefão”, “Breaking Bad”, a raposa e o coelho que lembra a missão de Nick Nolte e Eddie Murphy em “48 Horas”, um acervo de filmes de espionagem e tantos outros filmes e series da TV.
A coelha Judy Hopps retrata aquela pessoa fofa do interior com sonho de ser tonar policial, mas não é levada a sério por leões, rinocerontes e outros grandes predadores da natureza. Aquela menina da cidade pequena que se muda para o grande centro metropolitano, (ops Zootopia) e aprende rápido que em uma cidade grande com tantas oportunidades, ela terá que enfrentar os preconceitos, até dos seus próprios com Nick Wilde, a Raposa (predador dos coelhos). Nick já se acostumou pela vida da cidade e certas intolerâncias que a cidade tem, como se ele abraçasse o papel que não escolheu, mas imposto por essa sociedade.
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A química, brigas e desconfianças da dupla te dará boas gargalhadas, eles juntam forças para resolver o caso e terão que aprender a trabalhar em equipe. A aventura policial é mais complexa do que aparentam ser, o que torna a lição que é ensinada por Zootopia ainda mais interessante, “Não julgue pela aparência e acredite em si mesmo” (Disney está se superando cada dia mais). A animação tem um ar ingênuo em muitos momentos, mas também, com cuidado, consegue dar um sutil tapa na cara de uma sociedade com preconceitos raciais (no caso “de espécies”), além de  mostrar que lidar com a superfície é mais fácil do que conhecer sem julgar. Relevando que aparência não diz nada. Essa cidade, realmente é o Bicho com muitas referências a cultura pop, com piadas inteligentes e um visual cuidadoso, deixando a cidade e a natureza em plena harmonia. Já é um grande sucesso da Disney. #podeisso #podesim. 
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Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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