VENOM (2018) – É divertido e deixa público querendo mais!

VENOM – CRÍTICA COMPLETA SEM SPOILER

O primeiro ponto que precisamos levar em conta para aproveitarmos o filme é, lembrar que Venom não é uma produção da MARVELSTUDIOS. Apesar da Marvel ter ajudado, temos um filme da Sony, que não passou os últimos 10 anos se dedicando em transportar o universo dos quadrinhos para as telas. 

Venom crítica cinema atm

O filme usa uma fase dos quadrinhos do Venom chamada de O Protetor Letal, onde ele cansa de brigar com o Homem-Aranha e resolve tentar ser um tipo de herói em São Francisco, mas como fazer isso sem termos o cabeça de teia na história? A solução foi bem criativa trocando a essência de Eddie Brock. Ao invés de Tom Hardy dar vida a um repórter Fake News que só se importa em fazer sucesso, vemos alguém que busca revelar a maldade escondida nas sombras e que se importa com as pessoas menos afortunadas da sociedade. É mencionado que ele já teve problemas por esse desejo de ser um herói em outra cidade e que São Francisco era sua segunda chance.

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A presença de Michelle Williams como Anne Weying têm múltiplas funções na trama. De interesse romântico, até auxiliando diretamente no enredo, ela mantém o lado humano de Venom no filme e mostra como uma pessoa comum reage a evolução da simbiose entre Eddie e Venom.

A premissa do filme é justamente o avanço da relação entre Eddie e o simbionte. O filme mostra que a adaptação do simbionte ao hospedeiro é lenta e nem sempre benéfica. Isso justifica a longa cena de ação no transito, onde o simbionte ainda está percebendo a extensão do que pode fazer junto a um humano e não virando o anti-herói logo de cara. Começamos com Eddie acreditando estar doente, depois Venom assumindo o controle e os dois aceitando a posição em que se encontram. O avanço foi bem creditável, apesar de rápido.

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A propaganda talvez tenha sido o maior defeito do filme, que no Google consta com uma duração de 140 minutos, mal chega aos 110 e você sente que partes importantes da evolução do personagem se perderam durante a edição. Apesar dessa pressa para se chegar na conclusão, existe espaço para muitas cenas divertidas de Eddie entre o medo e a aceitação, e a falta de voz do personagem em algumas cenas traz um nível de piada pelo nervosismo digno do Homem-Aranha.

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Falando no amigo da vizinhança, o filme como um todo soube trabalhar a falta da relação com o herói e tudo que o simbionte faz consegue ser independente da relação com o aracnídeo, mas se mantém próximo do que vemos do Venom nos quadrinhos. Desde o simbionte se movendo sozinho, até ele se pendurando, são características grosseiras do simbionte, sem relação com teias de aranha, mas ainda assim são parecidos com cenas existentes nos quadrinhos.

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Enquanto a Fundação Vida, nos quadrinhos é controlada por um grupo dos homens mais ricos do mundo, que preferem ficar longe da ação, no filme temos Carlton Drake,  como um Elon Musk do mal, estando envolvido em todos os processos e, aparentemente, sendo o único no comando da empresa. Outro ponto modificado foi a relação entre Venom e Riot (Tumulto), novamente por não poder usar todas as referências dos quadrinhos eles tornam o simbionte cinza muito mais poderoso do que aparece nos quadrinhos, para poder ser o vilão do filme, mas a escolha foi bem feita por ser o mais parecido com Venom dos simbiontes da Fundação e traz mais sustento a aparência do protagonista, que não foge da ideia dos quadrinhos sendo um organismo vivo se unindo com um ser humano e seu visual líquido traz a ideia de estar sempre alerta, para qualquer ameaça.

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Os diálogos da dupla são muito divertidos e o simbionte se mostra cada vez mais interessado em manter sua relação com Eddie e Anne, buscando ser o que Eddie quer dele. A participação de Stan Lee traz um ar interessante de que, o personagem estaria no universo integrado da Marvel e reacende uma velha suspeita de que o mestre dos quadrinhos não é apenas um mero passante em suas aparições.

Venom é um filme divertido e, talvez, por inicialmente ter sido anunciado como uma espécie de terror, teve algumas críticas negativas, mas é o primeiro passo de um universo estendido que promete trazer o mundo do Homem-Aranha com mais respeito, a obra original e que não falha em deixar um gostinho de quero mais em sua cena pós-crédito.


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Equipe Nerdolooucos
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