CINEMA

DICA: COLOSSAL (2016) – A divergência pessoal de uma comédia fantasiosa!

Colossal é um filme que conta a historia de um monstro gingante na cidade de Seul e um mulher que não tem emprego que acabou de perder o namorado e tendo problema sérios com bebida. Parecem historias distintas, de filmes separados, mas Colossal vai falar tudo isso e é um filme muito surpreendente para quem irá assistir como só um filme de comedia romântica com piada bobas. Colossal usa a fantasia para mostrar dramas na vida real.

A sinopse do filme  parece mais um filme qualquer, Gloria (Anne Hathaway) deixa Nova York e volta para sua cidade natal após perder o emprego e o noivo. Ao acompanhar as notícias sobre o ataque de um lagarto gigante a Seul, ela descobre que está misteriosamente conectada mentalmente ao evento. Para evitar novos casos parecidos e uma eventual destruição total do planeta, Gloria precisa controlar os poderes de sua mente e entender por que sua existência aparentemente insignificante tem tamanha responsabilidade no destino do mundo.

Quando fui assistir esse filme fui ver porque não tinha nada para fazer no dia e ele esta em cartaz, me perguntei por que não? No primeiro ato realmente pareceu que era somente uma comedia que mistura fantasia e romance ao mesmo tempo, porque alguma hora do filme iria ter uma ligação logica. Claro que devo ressaltar que quando uma mulher e um mostro, que aparece do nada em uma cidade do outro lado do mundo, logica é algo que não existe aqui.

O filme solta uma explicação sobre o algo mágico que os conecta, mas não foi isso que me chamou atenção, fui assistir com a expectativa tão baixa que me surpreendi, eu gargalhei em alguns momentos e outros a compreensão me atingiu em cheio. O diretor Nacho Vigalondo gosta de misturar fantasia e um tom psicológico com dramas reais e o cotidiano. Um exemplo desse estilo de trama está em Crimes Temporais (2007 – Los Cronocrímenes) e Extraterrestre (2011- Extraterrestrial), mas Colossal esta muito alem desses dois exemplos, pelo menos no raciocínio – recomendo ver esse dois filme muito bons – Colossal fala dos monstro interiores, no caso desse filme especifico fala do alcoolismo da personagem de Anne Hathaway e do personagem Jason Sudeikis, Oscar, e por mostrar que por mais que seja um problema de saúde é aceito pela sociedade.

O filme entrega para o expectador uma personagem incompleta chamada Gloria, que tem problemas com alcoolismo e acaba perdendo o seu par romântico sendo expulsa de casa, ela se vê obrigada a volta a sua cidade de natal, voltando ela encontra um amigo de infância chamado de Oscar e bem atencioso com ela, ate achamos que eles teriam algo mais, mas nosso ship termina por ai, alias parabéns pro ator Jason Sudeikis que faz Oscar, aqui ele mostra como ele pode fazer sim, um personagem mais serio e doentio em algumas cenas. Alem de Gloria e Oscar, o elenco coadjuvante não entrega muito, mas eu gostaria de ter visto Austin Stowell e Tim Blake Nelson tendo mais tempo em tela além de babar em cima de Oscar. Já Dan Stevens como o ex machista e misógino de Glória que a sempre coloca pra baixo, nos fazendo até duvidar se é uma visão exclusiva dele ou se Glória realmente tem problemas no começo.

Mas tudo muda no final do segundo ato quando Gloria descobre que de alguma maneira ela e o monstro na cidade de Seul estão conectados. É ai que nossa personagem cai na real o qual perigoso é ela não ter controle sobre as suas ações, pois pessoas estão morrendo por causa disso, então em medida ela diminui com o álcool para não tomar decisões precipitadas. E isso mostra o outro lado de Oscar, que antes o príncipe encantado, se transforma em outra pessoa nos mostrando seu pior lado e até mesmo um relacionamento abusivo de sua parte. Por ele saber a verdade sobre Glória ele a força a fazer o que ele quiser.  

O diretor não soube trabalhar muito bem em cima desse personagem tão importante no drama que é o personagem do Jason. Demoramos a entender o porque de fazer tudo isso no começo, achamos que é uma coisa e no final por preguiça do roteiro vem a auto explicação por todo motivo de ele ter feito aquilo, em uma cena onde Gloria explica o que ele sempre foi, nesse momento entendemos de tudo que o personagem dele fez para tomar aquelas atitudes com ela sem se importar com o resultado.

Colossal tem uma ótima mensagem mas não é bem trabalhada, eu mudaria um pouco o final mas isso não tira o brilho. Acho que o diretor ficou na duvida se faria um filme de comedia ou um filme de drama com fantasia no meio. Acabou sendo um filme que não tem graça, mas que vale apena por mais que ele também não tenha o seu lado emotivo. O filme que tem aborda um assunto muito serio mas que não se leva a serio.

Sobre o Autor

Deixe seu comentário