Animação

DICA ATM: HOTARUBI NO MORI E (2011) – Uma adaptação emocionante!

Há pouco mais de um mês assisti um video aleatório pela internet e logo nos primeiros segundos percebi algo familiar nele. A escolha de uma música triste ( King de Lauren Aquilina)  o traço e a paleta suave já deram pistas de que se travava de um trabalho de Yuki Midorikawa e eu não estava errada. Se tratava de Hotarubi no mori e.

Hotarubi no mori e (Into the forest of fireflies light) é uma adaptação produzida em 2011 do mangá homônimo lançado em 2002, dirigido por Takahiro Omori (Durarara!!, Natsume Yuujincho) e com roteiro de Yukihiro Shibuya, a animação foi considerada um hit em seu lançamento, chegando a levar o prêmio como de melhor animação no Mainichi Films Award.

A história acompanha a vida de Hotaru, uma ativa menina de seis anos que tem por costume visitar o monte próximo à casa de seus tios, aonde passa as férias de verão. Em uma dessas visitas ela se perde e, após cair no choro, é acudida por um indivíduo mascarado chamado Gin. Pensando se tratar de uma pessoa, Hotaru corre a seu encontro mas é surpreendida pela esquiva de Gin, que lhe explica que ele é uma yokai enfeitiçado e que, por isso, não pode encostar em humanos ou sua existência será apagada. Gin a guia para fora da floresta e como agradecimento ela passa a retornar todos os dias para conversar com ele.

Conforme os anos passam, Hotaru não esquece sua promessa e continua visitando Gin. Os sentimentos entre os dois crescem continuamente com o passar do tempo ainda que a incerteza de um futuro juntos se faça sempre presente. 

Ainda que tenha uma atmosfera triste, Hotarubi no mori e apresenta uma paleta clara e divertida que é bem típica das animações japonesas deste estilo, o que só ajuda a entender porque o filme chegou a ser comparado com produções do Studio Ghibli. O fato de ter uma duração pequena – tem apenas 44 minutos – também ajuda para que a história se desenrole de maneira rápida e concisa. Não há tempo para voltas e reviravoltas a história é o que é e  pronto.

A trilha sonora, nas mãos de Makoto Yoshimori, é uma pérola a mais em tudo isso. É impossível não imergir completamente na atmosfera da história e se deixar ser completamente movido por ela.

Sobre o Autor

Angélica Menchini
Ilustradora, amante de histórias e sempre disposta a falar sobre animação.

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