CRÍTICA

DICA DE FILME: PEGANDO FOGO – Burnt (2015)

Adam Jones possui problemas (o que não é novidade para o Bradley Cooper) ao tentar lidar com suas atitudes passadas com respeito aos seus colegas de trabalho. Isso é mostrado de uma forma bem clara para nós que estamos de fora, porém, passamos a conhecer realmente os outros personagens através de relances falados pelo personagem principal e pelo coadjuvante.

Sabemos porque todos estão ali, mostrando para nós, mas não para Adam que eles precisam dele e por isso estão com ele. O fato da personagem coadjuvante estar em certo momento no lugar que segundo o clichê deveria ser dele, nos faz ver como ela poderá mudar a situação emocional e profissional do personagem, fazendo assim, ele mudar até mesmo o seu modo de ver as coisas e aceitar que ele precisa de ajuda em ambos aspectos.

Bradley Cooper parece que está sempre sendo ele mesmo e não um personagem. Por isso acho difícil analisar sua atuação nesse filme, visto que todos os filmes que eu assisti dele, ele estava sempre sendo praticamente o mesmo personagem.  Desequilibrado, confuso, estressado e desorganizado.

Emma Thompson estava sendo amiga, como ela sempre é. Mostrando as coisas como elas são e nos fazendo raciocinar em cima dos nossos próprios problemas. Vemos como os personagens são trabalhados de uma forma bem rasa, porém em certos momentos da história podemos acompanhar pedaços de detalhes interagindo entre cada um, indo até mesmo para o lado vingativo.

A forma como a posição feminina muda ao longo da trajetória  nos cativa ao percebermos como o jogo vira na hora da dificuldade. Vemos isso de uma forma clara e ampla e a partir dali, passamos a conhecer suas outras histórias.  Sua direção fotográfica organizada e de uma leveza onde nos faz sentir à vontade com o que estamos assistindo.  Pegando Fogo é quase todo pintado em tons frios e poucos saturados, exceto quando temos a comida como forma de passagem de tempo. O que nos faz lembrar de um desfile orquestrado por saturação, contraste e tons levemente quentes, quase sem efeito de cor cinematográfico.

É um filme leve, mas que ao mesmo tempo te faz pegar fogo sutilmente, fazendo jus ao nome.

Sobre o Autor

Susu Oliveira
Fotógrafa, videomaker e dou uma de crítico de cinema achando que to abafando. www.maxwelenoliveira.com.br

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