DICA: PEQUENO DEMÔNIO (2017) – Um terror engraçado na medida certa!

Quando parei para assistir Pequeno Demônio fui com pouca esperança de ser algo bom, a Netflix na época tinha errado já com Death Note e com a comedia Nu que achei bem abaixo da media, mas assisti mesmo mesmo pelo diretor Eli Craig que tinha acertado em cheio para os fãs de terror com o filme bem criativo Tucker e Dale Contra O Mal (2010), mesmo assim fui com a expectativa baixa para ver  Pequeno Demônio e ainda bem porque mais uma vez o diretor acertou.

Gary (Adam Scott) é um homem que consegue se casar com a mulher de seus sonhos. Ainda por cima, ele tem a sorte de se tornar padrasto de um adorável menino de seis anos (Owen Atlas). O problema é que Gary descobre que o filho de Samantha (Evangeline Lily) pode ser o anticristo.

É assim que começamos nosso filme, o personagem de Adam Scott é aquele cara certinho que quer construir uma família com a mulher perfeita, mas no meio disso tem o pequeno Lucas, vivido por Owen Atlas que é ótimo na sua atuação de cara fechada do mal e vai atrapalhar um pouco os sonhos do nosso querido Gary. O filme é retratado na visão do Gary e ficamos em duvida se é só da cabeça dele ou se realmente Lucas tem poderes sobrenaturais para o lado do mal. Pequeno Demônio não se prende nisso e logo mostra o que Lucas é capaz de fazer. O elenco todo se encaixa, os  atores são bem engraçados, os diálogos não são bobos e se encaixam no contexto. As referencias estão em toda parte, o filme é uma parodia de A Profecia (1979- The Omen) mas tem outras referencias como O Iluminado (1980), Poltergeist (1982), Colheita Maldita (1984), O Exorcista (1973) e outros do gênero terror.

O Diretor usa sua marca ao usar um zoom lento deixando aquela tenção que um filme de terror tem mas sem deixar que o espectador esqueça que é uma comedia, o trabalho de câmera acompanhando os personagens também é usado sem deixar que o filme siga um ritmo cansativo. O roteiro também é bom, fazendo você entender sem ter grande explicações, o que deve ser explicado esta lá e as outras coisas para o publico imaginar. O legal é que o diretor usa cenas de filmes e até o papel de parede da casa, fazendo detalhes de suas referencias, nada é encaixado sem sentido, tudo tem um motivo do porquê está lá. O final é bem fofo com uma mensagem bonita e serve para os amantes de terror e para a família toda. 


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