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DICA: TUDO E TODAS AS COISAS (2017) – Tenta, mas não foge do clichê!

Há tempos que queria assistir Tudo E Todas As Coisas (Everything, Everything), tanto por conta do livro, do qual já havia ouvido falar bastante bem, quanto pela presença da incrível da Amandla Stenberg. Para ser bastante sincera, pouco conhecia sobre a história do filme em si, mas tive que dar uma chance depois do buzz todo que rolou em cima dele.

Não vou dizer que me decepcionei, apenas não achei isso tudo. O filme dirigido por Stella Meghie, conta a história de Maddy, uma menina que tem imunodeficiência grave combinada (SCID), uma doença bem rara e que faz com que ela seja alérgica à praticamente tudo. Durante toda a sua vida Maddy viveu confinada em sua casa, tendo contato apenas com sua mãe, sua enfermeira Carla e a filha de Carla, de quem virou muito amiga. Quando novos vizinhos mudam para casa ao lado, ela conhece Olly, e com ele ela passa a descobrir um novo mundo para além da casa onde vivia.

O filme tem seus pontos bons, achei a fotografia muito bonita, a maneira como as cores são importantes para compor a narrativa e mostrar o desenvolvimento da personagem durante o longa foi muito bem pensada. Mostrar a dualidade entre os dois mundos da Maddy e do Olly também é um ponto muito legal do filme. As cenas onde eles conversam por celulares são passadas em lugares da imaginação da Maddy, e foi feito de forma com que o expectador não ficasse confuso com o que estava acontecendo. Outra coisa que amei é que a produção tem muitas minorias, sendo a protagonista, a atriz que interpreta sua mãe e a diretora mulheres negras, além de duas atrizes latinas (Danube Hermosillo e Ana de la Reguera)!

Porém, como roteiro, achei que ficou a desejar. Lá para o meio do filme eu já tinha descoberto o plot twist da história e ficava pensando em quais seriam as resoluções que o autor daria para o desfecho. Mas fiquei feliz de não terem mais uma vez apostado na fórmula A Culpa é das Estrelas de filmes adolescentes. O drama é muito mais numa parte de se colocar no lugar da personagem, de como agiríamos na situação em que ela se encontra.

Os atores estavam muito bem em seus papéis, Amandla tem meu coração desde a sua participação como Rue em Jogos Vorazes! Sinto que ainda vamos ver ótimos trabalhos vindos dela. E esse foi meu primeiro contato com o queridinho do momento Nick Robinson, que agora está  nos cinemas interpretando outro protagonista de filme jovem contemporâneo em Love, Simon, que recebeu várias críticas legais. Não posso deixar de mencionar também  Anika Noni Rose, que fez um ótimo trabalho interpretando a complexa mãe da Maddy.

Num geral, Tudo E Todas As Coisas é um filme que eu recomendo para quem quer passar o tempo e assistir a um longa fofo e bonito. Eu como boa fã de filmes adolescentes já conheço alguns com a fórmula parecida, e talvez esse tenha sido o problema real da minha relação com o filme, mas ainda assim, para aqueles que como eu gostam bastante da temática, é um longa que vale a pena.

Sobre o Autor

Juliana Catalão
Estudou cinema no ensino médio, onde foi técnica comunicação social. É a maior fã de Harry Potter e de cantores que ninguém conhece. Recentemente fã de filmes de super herói, mãe do Midoryia de BNHA, editora de livros nas horas vagas.

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