DICA

DICA: TWO NIGHT STAND (2014) – A herança indie de John Hughes!

O dia promete aquela chuvinha gostosa e a tarde aconchegante debaixo das cobertas pede um bom filme. Mas se suas férias já se foram, não se preocupe, essa dica com Two Night Stand serve pra qualquer hora de descanso embaixo das cobertas.

Há uns tempos atrás fiz um post sobre John Hughes e esse filme ainda não tinha estreado, mas se encaixa perfeitamente no quesito herança bem gasta. Tem anos 80 espalhado por todos os lados, desde a trilha sonora indie, o dialogo inteligentemente sarcástico e romântico, o figurino, a características dos personagens, etc. Tudo grita Jonh Hughes, em uma boa maneira.

Bom, admito que logo que li a sinopse antes de assistir ao filme, confesso que não estava lá muito animada – esperava ser um daqueles filmes que você assiste só para poder julgar depois – pensei que seria mais um a lá Zooey Deschanel estilo, garotas hispters com um gosto indie bem duvidoso e óculos que não tem grau algum, que nem sempre cai bem com os cachecóis e saias sobre meias pretas.  Mas, me surpreendi.

Analeigh Tipton (Lucy – 2014) está um charme, uma delicia de garota problemática e insegura. A personagem dela apesar de parecer simples e até mesmo singela em termos de construção clichê, é complexa em sua identidade, coração partido, sem emprego, não tem a minima noção do que fazer com o diploma da faculdade, – dá pra se identificar, certo? E no fim, claro que o mocinho vai estar apaixonado por ela. Mas ai está o encanto, eles não se apaixonam por terem coisas em comum, mas sim porque são romanticamente diferentes. Megan, a personagem de Analeigh também mostra um pouco dessa característica meio de “Breakfast Club“.

O mocinho, sim, o mocinho Alec interpretado por Miles Teller não tem a beleza típica underground de um filme considerado para a geração cinéfila hispter500 dias com ela“, não. Ele tá mais para John Cusack em “Say Anything” com um bombox do lado de fora da janela.

O nosso novo Sr. Fantástico é gordinho, um nerd fofinho. Um excelente gosto musical, faz ótimas e engraçadas observações sobre filmes e games e apesar de toda a máscara cética e sarcástica que ele passa no começo do filme assim que seu personagem está conhecendo Megan, ele no fim é um romântico inveterado que está a procura do grande amor. Realmente quem é fã de John Cusack vai entender, fora o incrível jogo de cintura de cross over com o personagem Alec com o de John em Alta Fidelidade, impossível não reparar isso pela maneira com a qual o personagem se apresenta. Fora que é impossível negar a química entre os atores, que no começo parece até uma junção sem muito sentindo, mas que você meio que se acostuma com a ideia e compra de que no final eles vão ficar juntos.

A trilha sonora é o terceiro personagem principal desse filme. Sem sombra alguma de dúvida. Mais uma perfeita referencia a John Hughes em seus maravilhosos anos 80 e algumas ótimas novas bandas que transitam dentro desse mundo. Realmente dá vontade de dançar ao ouvir “Anything, Anything” de Dramarama – sim, esse é o nome da banda de 1982 – e conhecer outras ótimas bandas como Freelance Whales. Uma ótima trilha sonora para se passar olhando pela janela em um dia chuvoso ou lendo um livro. Fiquei realmente empolgada ao assistir esse filme.

Confira a Playlist do filme – AQUI

A estreia na carreira do diretor, Max Nichols e tem o roteiro trabalhado por Mark Hammer, ator, mais conhecido por “Entrando numa Fria” de 2000 e “Muito Além do Jardim” de 1979.  É um bom filme para se ver em qualquer época, de qualquer maneira. Uma recomendação quatro estrelas que pode ainda subir no conceito. 

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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