DRAGON BALL SUPER: BROLY – CRÍTICA

Dragon Ball Super: Broly – A renovação de uma saga!

Dragon Ball é uma das animações japonesas mais famosas no Brasil. E não foi surpresa para ninguém a lotação absurda nas salas de cinema para assistir o novo longa da série, Dragon Ball Super: Broly dessa vez escrito pelo autor original, Akira Toriyama.

Dragon Ball Super: Broly

O que gerou ainda mais frenesi foi o retorno e consequentemente uma canonização de um personagem muito querida e odiada pelo público, o eterno Lendário Super Saiyajin, Broly!

Já faz anos que uma parte dos fãs espera para que o nome desse personagem seja citado na série e finalmente se torne parte da franquia oficial. O que não aconteceu mesmo depois de todas as reformulações.

Uma coisa que sempre foi muito difícil era empatizar com o personagem do Broly. A sua história era muito… rasa. O que foi completamente modificado no filme. O plano de fundo para a história do Broly é muito bom e muito coerente, dando a ele uma solidez maior do que um personagem que só está ali para lutar freneticamente contra o Goku.

Dragon Ball Super: Broly

Existem duas histórias que foram modificadas em Dragon Ball Super: Broly para ficarem mais coerentes e lineares com a história canon de Dragon Ball, a de Broly e do planeta Vegeta.

O que sempre se soube da história do Broly é que ele nasceu com um poder incrivelmente alto para um bebê, chegando ao ponto de ser equivalente ao de um Saiyajin adulto e treinado. Temendo esse poder, o Rei Vegeta ordenou a execução de Paragus e seu filho, que para a infelicidade de todos acabaram sobrevivendo. Além disso Broly nasceu no mesmo dia que Goku e ficaram em incubadoras próximas, mas Goku era um bebê extremamente chorão e por isso não deixava Broly em paz um minuto. Ou seja, Broly odeia “Kakaroto” porque ele o não deixava dormir.

Dragon Ball Super: Broly

Já em Dragon Ball Super: Broly, a história segue pontos parecidos, mas no lugar da execução de Broly, ele é enviado a um planeta remoto e Paragus o segue, mas acabam ficando presos lá. Como temos um contato maior com o crescimento do Broly, é fácil entender que, tendo um poder de luta muito grande, ele acaba sendo extremamente sensível às suas emoções, qualquer coisa o desequilibra facilmente. Resumindo, Broly é instável e incontrolável praticamente o tempo todo, mas não nutre nada pessoal por nenhum personagem da franquia, como inicialmente era. Isso ajudou a manter a essência original da personagem que o torna amado e odiado pelos fãs, como também criou uma brecha para um desenvolvimento diferente e uma nova oportunidade para um melhor aproveitamento dele na franquia a longo prazo. Talvez um retorno?

Para concluir a história do Broly e fechar seu círculo de personagens foram acrescentados dois personagens novos Cheelai e Lemo, ambos pertencem ao exército de Freeza, que em suas buscas longínquas pelo universo eles chegam ao planeta em que Broly e Paragus estão presos. De certa forma eles criam um laço com Broly que vai ser mais aproveitado no final de Dragon Ball Super: Broly.

Dragon Ball Super: Broly

Em ambos os filmes, Paragus inventou um método de manter Broly sob controle, sempre usando algum aparato tecnológico, apesar de no primeiro ser mais fácil ele ter acesso a esse tipo de dispositivo, estando em um planeta habitado, o segundo filme deixou uma brecha nesse ponto, pois não havia acesso a nenhum tipo de área tecnológica ou civilização no planeta onde eles estavam.

A outra história recontada em Dragon Ball Super: Broly foi a da destruição do planeta Vegeta. Com a mudança de alguns detalhes, no longa o planeta foi destruído porque Freeza tinha receio de que os Saiyajins pudessem se rebelar contra ele, além da descoberta de uma lenda chamada de “O Lendário Super Saiyajin”, se esse guerreiro realmente existisse ou pudesse existir em algum momento, seu império estaria comprometido. E decidiu, por fim, aniquilar o planeta. Isso também causou alteração na personagem de Bardock, o pai de Goku, que diferente do que já se conhecida, mostrou algum sentimento pelo filho e ele mesmo o enviou a Terra para que ficasse em segurança.

Dragon Ball Super: Broly

Passando para os dias atuais, o embate entre esses personagens vai se dar através do objetivo de Freeza de querer reunir as Esferas do Dragão. Ele envia dois soldados de baixo nível a Terra para roubar o Radar do Dragão e por sorte além do radar eles conseguem seis esferas tendo que ir atrás apenas de uma que está no ártico. E lá se torna o palco dos 40 minutos de pancadaria gratuita que a gente pagou para assistir.

Paragus, declara a peito aberto sua vingança contra o Rei Vegeta que cairá sobre seu filho o Príncipe Vegeta IV – Sim, pasmem, o nosso Príncipe dos Saiyajins é o quarto de sua linhagem real a se chamar Vegeta. Orgulhinho da família, esse menino! – Enfim, Broly entra em combate com Vegeta, mas não dura muito tempo até que “intrometido” Kakaroto queira trocar uns socos também. Até, obviamente, o descontrole total de Broly.

Dragon Ball Super: Broly

O ponto alto da luta entre as personagens, com certeza foi a fusão! Como a única vez que Goku e Vegeta fizeram a fusão através da “Dança da Fusão” foi no GT, Vegeta demorou um pouco para entender o que estava sendo proposto, e só se lembrou devido ao que Trunks falou a respeito. E assim como os meninos eles levaram um tempo para pegar o jeito da coisa. Mas valeu a pena ver Gogeta na telona! Ainda mais um Gogeta Blue! Aplausos para o senhor Toriyama, por favor.

Dragon Ball Super: Broly

Esse filme é extremamente Dragon Ball! E eu vou tentar explicar isso de forma simples, porque realmente é uma coisa que só assistindo para entender bem.

Bulma já tinha reunido algumas Esferas do Dragão, logo, ela é questionada do porquê e a resposta vem simples “Quero ficar 5 anos mais jovem”. Isso é tão Bulma! Isso é tão Dragon Ball que eu não tive reação no momento. Passamos tanto tempo vendo as personagens reunirem as esferas para propósitos grandiosos que esquecemos que no começo da franquia os objetivos eram todos assim, simples e pessoais. Nada com o bem maior, só com eles mesmos. O humor dessa cena é tão característico da obra, não tem como não sentir que você está realmente vendo uma coisa do Akira.

Assim como o momento “precisamos de alguém para apanhar enquanto os protagonistas não chegam”. Tentem adivinhar quem é! Uma dica, “ele fica dourado”.

Dragon Ball Super: Broly

Assistir um filme de Dragon Ball no cinema mexeu com a minha criança interior. Admito, eu entrei no cinema julgando toda aquela galera que estava gritando a cada 5 minutos de filme, mas em algum momento que eu não me lembro eu me uni ao coreto. Eu estava batendo palmas e ovacionando aquela animação. Todos ali estavam sentindo a mesma coisa. Valeu a pena!

Se eu tivesse que dar estrelinhas para Dragon Ball Super: Broly eu daria SETE e faria um pedido especial “por mais filmes de Dragon Ball assim”. 

CRÍTICA REALIZADA PELA NOSSA COLABORADORA: JEY CANAVEZES 


Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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