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Especial – Dia das mães

Hoje é o dia da mulher mais especial em nossas vidas. E para isso o Cinema ATM preparou um especial top5 com os filmes mais emocionantes sobre o relacionamento entre uma mãe e o amor por seus filhos. Vamos passar o dia assistindo aos melhores filmes ao lado de nossas mães!

1 – Mamma Mia! – O Filme – 2008 

 

Em uma idílica ilha grega, Sophie (Amanda Seyfried), adorada filha da solteira Donna (Meryl Streep), está se preparando para o seu casamento com Sky (Dominic Cooper). Após descobrir que seu pai é um de três homens do passado de sua mãe, Sophie decide convidar todos secretamente para o seu grande dia, convencida de que será capaz de dizer qual deles é o seu pai. Nesse meio tempo, Donna convidou suas antigas amigas cantoras Tanya, interpretada por Christine Baranski e Rosie, vivida pela atriz Julie Walters.

 

Tá ai um filme que tinha que acontecer. A produção teatral foi apresentada por mais de uma década em quase duzentos países e alega-se que foi vista por mais de 30 milhões de pessoas. Assim, uma adaptação paras os cinemas era algo inevitável. O que não estava tão obvio era se o extravagante absurdo do musical com o tema das musicas do ABBA seria transferido com sucesso para as telas, mas não havia o que temer. Ao escalar um elenco de – amadores natos – o diretor Phyllida Lloyd evitou de propósito intimidar o publico com apresentações perfeitas, tipica de um filme musical. Como resultado, o elenco não dispensou esforço e desenvoltura, trazendo uma nova ideia para filmes dessa maneira. Uma dica descontraída para o tal dia.
2 – Tudo Sobre Minha Mãe – 2006 
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Esteban ( Eloy Azorin) sempre quis saber a verdade sobre o pai que ele nunca conhecera, mas, no dia em que sua mãe (Cecilia Roth) decide lhe contar a verdade, Esteban morre tragicamente antes de descobrir o que ansiava saber. Uma Manuela arrasada e perdida embarca em uma viagem de Madri a Barcelona à procura do homem perdido, fazendo amizade com pessoas solitárias e esquisitas no caminho.
 
Dissertar sobre Almodóvar é algo complicado de se fazer, por mais que estejamos familiarizados com seu trabalho, ele nunca deixa de surpreender de alguma forma e é um diretor controverso, alguns amam, outros apenas respeitam. Ele é o rei da caracterização e “Tudo Sobre Minha Mãe” não é uma exceção. Os personagens são evasivos, mas realísticos também. Quem mais poderia colocar uma prostituta-travesti, uma enfermeira grávida e um casal de lésbicas atuando juntas no mesmo filme e ainda ser bem sucedido? É a analise dos sofrimentos e tribulações desse grupo distinto e, mais essencialmente, suas experiencias como mulheres que formam o ponto crucial da historia.
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Como todos os personagens principais tem cenas tão diferentes dentro do tema do mundo feminino, o filme não é de goma nenhuma afetado ou estereotipado. Ele é reflexivo, cheio de humor e verdadeiramente engajado.
 
Tendo uma vez pisado nos palcos com o pai de Esteban, Manuela volta à cena, após obter o papel de substituta para uma personagem viciada em drogas, Nina. E, assim, sua via dá uma reviravolta. Ela retorna ao teatro, sem filhos novamente, mas cheia de experiencias alegres e amargas que fizeram dela uma atriz diferente. Todas as mulheres sofreram, mas somos levados a acreditar que suas experiencias as transformaram em seres humanos fortes e, mais especificamente, em mulheres fortes.

3 – A Troca 

 

Baseado em eventos reais que ocorreram na Los Angeles de 1928, o filme é estrelado por Angelina Jolie como uma mulher que reencontra um menino que seria seu filho desaparecido, logo percebendo que ele na realidade é um impostor. Ela confronta as autoridades da cidade, que a difamam como doente mental e mãe incapaz. “A Troca” é inspirado no caso real de sequestro e assassinato chamado “Galinheiro de Wineville.” O filme explora a impotência feminina da época, corrupção policial, abuso infantil e as repercussões de tal violência. O filme foi dirigido por Clint Eastwood e com roteiro adaptado de J. Straczynsi.

O filme pode parecer um drama comum e até mesmo algo triste, mas deve ser lembrado como um filme sobre a coragem de uma mãe, a corrupção de uma policia machista e ligada a mídia e principalmente sobre o fato de essa ser uma história incrivelmente real sobre um massacre.
Clint Eastwood não poderia ter escolhido um elenco mais completo e dinâmico desde Jolie até John Malkovich, não hã falhas em sus produção, um trabalho impecável, dignos da carreira do diretor. Angelina Jolie em sua interpretação de Christine Collins entrega corpo e alma, nos mostrando a completa e intensa capacidade de sua atuação, A Troca marcou a entrada oficial da atriz como uma de nível Oscar e ainda mostrou uma parceria com Clint que mais tarde renderia os lucros de “Invencível”, o mais novo filme dirigido pela atriz.
 
É um filme que mostra a força de uma mulher, sem dúvida alguma.
 
4- Volver – 2006
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Raimunda (Penélope Cruz) viaja de Mari ao peculiar vilarejo de Alcanfor no intuito de cuidar do túmulo de sua mãe e visitar Paula (Yohana Cobo), a amada tia que a criou. Após um estranho encontro com Paula, Raimunda retorna para casa e encontra o marido morto, assassinado pela filha adolescente de ambos, ao se defender do ataque sexual dele. Enquanto tenta se livrar do corpo, ela recebe um telefonema informando-a sobre a morte da tia, o catalisador de uma série de desafios cada vez mais surreais.
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Cada gota de emoção é extraída de uma história que alterna dor e alegria sobre um grupo de mulheres trabalhadoras tentando transformar uma crise em uma oportunidade. E embora a história esteja focada em Raimunda e em sua filha (que também se chama Paula), neste filme Almodóvar predomina o elenco formado por mulheres: a irmã de Raimunda, Sole, e a amiga Augustina são peças importantes do quebre-cabeça.
 
Mas tudo gira em torno de Penélope Cruz, que está extraordinária como a  explorada, mas determinada, Raimunda. Pode não ser coincidência que Almodóvar tenha atingido o auge de sua carreira com este filme, quando repensou um relacionamento profissional com sua musa.
5  – Ligeiramente Grávidos – 2007 
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A bem-sucedida reporter de tevê Alison (Katherine Heigl) se dá conta de que engravidou depois de passar uma noite com o atrapalhado Ben (Sthe Rogen). Determinados a criar o bebê como um casal, eles tentam fazer com que o improvável relacionamento dê certo, enquanto lidam com os altos e baixos da gravidez.
 
O currículo do roteirista/diretor Jud Apatow tem ficado cada vez mais impressionante. Desde que Ligeiramente Grávidos impulsionou sua carreira em 2007. Apatow definiu o personagem que dominaria a maior parte de seus trabalhos seguintes – assim como a moda de todos os personagens masculinos dos últimos dez anos -: o homem-menino bem intencionado que tem de enfrentar responsabilidades.
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Seth Rogen se tornou o arquétipo desse personagem e aqui, em seu papel principal, ele é sensacional; um ursinho de pelúcia gigante, amistoso que toma umas e outras vezes. Heigl também tem de agradecer ao filme por colocar sua carreira de volta ao topo.
A comédia pode não agradar a tantos, mas a dupla de personagens coadjuvantes interpretada por Leslie Mann e Paul Rudd mostram o dia a dia de um casal que já chega a meia idade com filhos e uma vida pra lidar.
 Feliz dia das Mães!
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Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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