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Análise: EX MACHINA x HER

Ex Machina ganhou o Oscar de Melhor Efeitos Visuais e todos nós sabemos que foi mais do que merecido. Eu estava sim torcendo por MAD MAX, que foi praticamente o rei de 2015, mas depois que assisti Ex Machina, percebi o quanto o Oscar foi merecido. 

E ao juntar o meu pensamento lógico com os dois filmes em questão, conclui que: Ex Maquina é basicamente uma versão melhorada sem sentimentalismo amoroso de Her. 

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OS PERSONAGENS

Em Her, temos um homem que está se divorciando e trabalha escrevendo cartas para outras pessoas. Resultado de imagem para herEle compra um sistema operacional novo para seu computador, que inclusive é muito realista. Na verdade, é como se você estivesse conversando com alguém via Skype, só que você não tem a opção de ver a pessoa do outro lado. O sistema é rápido, ágil, inteligentemente sensual e amigo. Supri praticamente todas as necessidades do personagem, mas como todo sistema e coisa que se move, ele evolui, se atualiza. Isso a deixava Samantha cada vez mais “humana”, por tanto, volátil. 

ExMachina, temos um jovem adulto que trabalha em uma empresa e teve a “sorte” de ser escolhido para passar uma semana com o dono de sua empresa. Resultado de imagem para Ex-Machina cenas do filme Ele não sabia, mas iria testar uma nova máquina. Um robô com inteligência suficiente para manipular quem ele quisesse, inclusive um humano. Um pouco, mas não muito diferente de Her, o sistema estava em total aprendizado. Curioso e destemido a aprender mais sobre os sentimentos, sentidos e vontade do ser humano.
Onde está a semelhança entre esses dois filmes? 
Os dois filmes usam a tecnologia para abordar um assunto que hoje é comum, mas não muito falado. O perigo sentimental que a internet nos proporciona. A internet é de fato um meio ótimo pra começar algo novo. Em todos os sentidos. A tecnologia nos adiantou muita coisa, e creio eu, que seria impossível  obter respostas mais rápidas se não fosse por ela. Mas além de nos ajudar a melhorar, ela causa um dano que às vezes pode não ter cura. Não estou falando que a culpa de coisas ruins é da tecnologia. Nessas coisas ruins está incluso términos de relacionamentos, sejam eles amorosos ou não.

Ao assistir esses dois filmes, tive a oportunidade de conferir a um espetáculo composto por uma palheta de cores maravilhosas e um arranjo belíssimo de fotografia. 

Em Ex Maquina nos sentimos empolgados e aflitos positivamente com as cores frias e o modo misterioso e psicótico do criador da maquina. 

Já em Her, o estilo vanguarda estava bem presente. Usando sua tecnologia japonesa como charme para nos levar até aquela maravilhosa voz. Suas cores palheta de cores, com infinitas possibilidades, fazem o trabalho de organizar nossa mente de uma forma leve, calma, quase que sem querer. Sua trilha sonora nos permite flutuar por locação à fora, não nos dizendo onde ir, mas como se formasse um conjunto de abraços e mãos dadas feitas com respeito e amor. 

 

Sobre o Autor

Susu Oliveira
Fotógrafa, videomaker e dou uma de crítico de cinema achando que to abafando. www.maxwelenoliveira.com.br

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