HITCHCOCK: ENSAIO PESSOAL – ARTIGO

Em Agosto de 1899 nascia Alfred Hitchcock, O “Mestre do Suspense”, sendo assim, para fechar esse mês de agosto com honra, o CINEMA ATM preparou um artigo para celebrar o diretor que mudou o cinema e fez de seus filmes fonte de inspiração e referência para muitos alunos da sétima arte.

Hitchcock

O diretor concebeu ao cinema o estilo hitchcockiano” que inclui o uso de movimentos de câmera para simular o olhar de uma pessoa, tornando os espectadores em voyeurs e concebendo planos para maximizar a ansiedade e o medo. Hitchcock também tem a infeliz distinção de ser um dos maiores perdedores do Oscar, com cinco indicações a Melhor Diretor e sem vitórias.

Ainda assim, quem precisa de um Oscar quando se impactou o cinema mundial tão significativamente? Já se faz 38 anos que ele nos deixou e sua carreira de muita geniosidade e polemica ainda é levada em conta em diversas produções! 

Hitchcock

Hitchcock nasceu na Inglaterra, com seu trabalho na Gaumont-British Picture Corporation (1898-1941) lançou o seu primeiro suspense pela companhia, intitulado O Homem Que Sabia Demais (1934), que chamou a atenção de Hollywood. Em 1939 ele se mudou para os EUA, onde fez seus maiores sucesso, 1940 lançou seu primeiro filme nas terras americanas com o thriller psicológico Rebecca - A Mulher Inesquecível, que lhe rendeu o Oscar como o melhor filme.

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Mas o estrelato de Alfred Hitchcock ainda estava por vim, os anos 50 e 60 foram os mais produtivos e mais inovador para o cinema do mundo todo. Disque M Para Matar (1954) só foi confirmando o sucesso e a notoriedade dele no cinema americano.

No mesmo ano lançou outro sucesso e clássico do cinema, Janela Indiscreta, que trouxe como protagonista a princesa Grace Kelly ao lado de James Stewart, uma trama envolvente que mostra a curiosidade voyeur de um fotografo profissional, que ao quebrar as duas pernas em um trabalho, tem como passatempo observar seus vizinhos, até que presencia um assassinato e trama muda completamente! 

Janela Indiscreta apresentou uma das maiores assinaturas do diretor, a tal “câmera subjetiva”, que simula a perspectiva de um personagem e coloca o espectador como cúmplice da cena apresentada. 

Hitchcock

A OBSESSÃO DE HITCHCOCK POR SUAS MUSAS

Conhecido por ser fascinado pela beleza loira de Hollywood, o diretor segue com uma carreira de musas loiras, mas o relacionamento de muitas de suas musas não foi nada sadio na época. Ele era considerado um diretor exigente e abusivo, causando traumas muito profundos para algumas atrizes. No livro Fascinado pela Beleza: Alfred Hitchcock e suas atrizes de Donald Spoto, o autor fala sobre a relação abusiva do diretor com seu elenco feminino.

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Isso porque o diretor acreditava que precisava “torturar” as atrizes para se conseguir tirar o melhor de suas performances. Tanto que, havia dois caminhos a seguir para as atrizes que trabalhavam com ele: Ser aclamada pela sua carreira de atriz ou viver com o psicológico alterado ao ponto de não querer mais atuar, esse fascínio todo era descrito no livro de Spoto. 

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Sua longa lista de atrizes/musas inclui nomes de Teresa Wright em Sombra de uma Dúvida (1943), Tallulah Bankhead em Um Barco e Nove Destinos (1944), Ingrid Bergman em Quando Fala o Coração (1945) e Interlúdio (1946), Marlene Dietrich em Pavor nos Bastidores (1950), Grace Kelly em Disque M para Matar (1954), Janela Indiscreta (1954) e Ladrão de Casaca (1955), Doris Day em O Homem Que Sabia Demais (1956), Kim Novak em Um Corpo Que Cai (1958), Eva Marie Saint em Intriga Internacional (1959), Janet Leight em Psicose (1960), Tippi Hedren em Os Pássaros (1963) e Marnie, Confissões de uma Ladra (1964) e por fim Julie Andrews em Cortina Rasgada (1966). 

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LOUCA OBSESSÃO

O próprio Hitchcock chegou a admitir que  já se apaixonou por varias musas de seu filmes, que sempre recusavam os seus flertes. Uns dos filmes mais polêmicos em relação a isso com certeza é Os Pássaros (1963) com a musa Tippi Hedren, o diretor colocava a atriz em situações reais de estresse, lançou um pássaro contra a cabine telefônica sem avisar a atriz (para captar sua reação real), prometeu usar apenas pássaros mecânicos, mas lançou dezenas de aves verdadeiras em direção à atriz.

Por incrível que pareça, as cicatrizes em seu rosto são reais.

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Tippi Hedren em sua biografia declarou sobre o diretor:

“Ele era pervertido, ruim e feio. Cada vez que o encontrava só, ele tinha alguma maneira de expressar sua obsessão por mim, como se eu devesse lhe corresponder de alguma forma”

A atriz disse não ter comentado nada sobre o assunto antes porque na ocasião assédio sexual era um termo que “não existia”.

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HITCHCOCK E A IMPORTÂNCIA CENOGRÁFICA 

Quando pensamos em um filme de Hitchcock fica claro a influência dos personagens, mas também precisamos destacar a montagem cenográfica dos filmes, com detalhes exemplares. Isso acontece no filme Psicose, com uma casa em estilo gótico, a misteriosa capela usada como cativeiro em O Homem Que Sabia Demais e até mesmo o prédio que serve de entretenimento para o personagem de James Stewart em Janela Indiscreta.

A revista americana Wallpaper chegou a realizar um artigo sobre a conexão de linguagem entre o cineasta e a arquitetura construída em seus cenários e objetos cênicos – CONFIRA AQUI. (em inglês) 

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Seja em lugares abertos ou pequenos que nos causam uma sensação claustrofóbica, Hitchcock sempre integrou o cenário como um componente da sua trama. A intenção de sua narrativa era indicada pela montagem de seus cenários, suspenses construídos arquitetonicamente para indicar opressão, até mesmo uma planta era posicionada com intenção da narrativa, cada elemento compondo a ideia do diretor afim de causar aflição no espectador. 

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No inicio de sua carreira o diretor chegou a trabalhar no cinema alemão, o ideal do expressionismo alemão em composição cenográfica, aplicando a mesma técnica expressionista em seus primeiros roteiros de direção. Nesse tempo ele até chegou a participar das filmagens de A Ultima Gargalhada (1924) do diretor alemão F.W.Murnau (Nofestaru, 1922) o mesmo que o ensinou o seguinte: 

“O que você vê no set de filmagem não importa. Tudo o que importa é o que você vê na tela.” – F.W.Murnau. 

Essa mesma ideia que carrega o expressionismo alemão, levou Hitchcock a ter uma obsessão literal por enquadramentos e composição, elevando ainda mais o estilo hitchcockiano. 

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Essa linguagem cinematográfica estava intrinsecamente ligada ao expressionismo alemão como conceito visual, uma imagem era mais importante do que palavras para se dar segmento a narrativa, isso poderia ser tanto suado na arquitetura em projetar detalhes mais precisos ou na construção da intenção falada. Mas o próprio Hitchcock estava muito mais preocupado em aplicar essa linguagem expressionista na atmosfera que existia dentro do enquadramento de tela. Ele começou a usar isso em seu filme de 1925 The Blackguard

Hitchcock

O historiador da arte Steven Jacobs declara em seu livro The Wrong House: The Architecture of Alfred Hitchcock, sobre a intenção visual da narrativa cenográfica do diretor. Usando o clássico Psicose como exemplo: 

“Psicose é outra meditação de Hitchcock sobre o lar e a casa. Além disso, na história do cinema ‘Psicose’ é considerado o momento em que o terror se desloca para dentro do lar e da família. Consequentemente, sua arquitetura é de importância primordial e seus cenários estão entre os mais famosos da história”.

HICHCOCK, O EXIBIDO 

Alfred Hitchock além de dirigir, tinha como marca registrada fazer breves participações especiais em seus filmes. Ao todo, são 39 aparições em 52 longas, sempre de um jeito discreto, sem aviso prévio ou muito alarde ou papel definido. Com o tempo, suas aparições foram se tornando tradições. E o diretor, com medo de distrair o público do objetivo principal, aparecia sempre no começo do filme, fazendo figuração.

Hitchcock

Ele passa em frente ao escritório de Marion trajando um chapéu de cowboy em Psicose, segura um bebê nos braços no início de Cortina Rasgada; Aparece em uma fotografia pendurada na parede em Disque M Para Matar. Passeia pela rua em Os Pássaros. Aparece caminhando aos exatos onze minutos de Um Corpo Que Cai. E dentre tantas outras participações.

A ATEMPORALIDADE DE HITCHCOCK 

Não podemos negar a polêmica que cercou a vida do diretor, tanto em sua vida profissional quanto na pessoal. Seguido de pontos altos e baixos, suas ideias para o cinema, o fazer de filmes, com certeza marcou toda uma geração, como por exemplo a icônica cena de Psicose. Pela mulher nua no chuveiro de um motel, morrendo esfaqueada. O que chocou os expectadores na época.

Mas depois de Os Pássaros, o diretor não emplacou nenhum sucesso com críticas exclusivamente positivas. Isso fez com que a Universal considerasse suas ideias, negando realizar seu último filme. Que seria o mais polêmico de sua carreira. 

Passada em Nova York, sua versão de Caleidoscópio reimaginou Heath como um filhinho de mamãe bonitão chamado Willie Cooper. Seu lado homicida vem à tona quando está cercado por água. Por isso as locações das três cenas principais do roteiro seriam: uma cachoeira onde ele mata um funcionário da ONU. Um navio de guerra enferrujado em um porto. E em uma refinaria de petróleo onde sua vítima é uma detetive policial que arrisca sua vida para prendê-lo.

Diz o roteiro de Hitchcock: “A câmera chega no abdômen da garota, onde vemos rios de sangue”.

Isso não era tudo. Willie teria recortes de homens musculosos colados na parede de seu quarto, onde a sua mãe tinha encontrado ele se masturbando. Dando entender que o personagem era gay e muitas cenas de nudez. Antes de O Massacre da Serra Elétrica (1974) não era comum ver esse tipo de cena no cinema. Se a Universal tivesse dado permissão para fazer Caleidoscópio, teria sido o filme mais Hitchcock de Hitchcock. SAIBA MAIS AQUI (versão em inglês). 

Mas entre tantas polêmicas, a genialidade do do homem que revolucionou o cinema pela sua criatividade e originalidade, reformulou a sétima arte. Ele criou um novo estilo de filmagem e mostrou que a construção cenográfica influencia no processo da narrativa. Sendo tão importante quanto o roteiro bruto. Um cineasta intrigante quanto suas próprias obras do cinema.

STEPHEN KING: ENSAIO PESSOAL – ARTIGO

STEPHEN KING – O MESTRE DO HORROR

Você pelo menos já assistiu alguma obra de Stephen King, seja pelo cinema, seriados ou então pelas obras literárias. A escrita de Stephen King se estende por mais de 40 anos e mais de 60 livros e embora o conteúdo de sua ficção possa varias entre estilos, ele é mais conhecido por suas obras de horror.

Stephen King

Existe até um trocadilho com o nome dele “King” não seria atoa, suas obram são tão rentáveis a literatura quanto para o cinema. Claro que o começo foi difícil, ninguém queria comprar suas obras e chegou vende-las tão baratas para tentar sobreviver e ter como sustenta o vicio em álcool que tinha no começo de sua carreira.

Isso faz dele um dos autores mais bem sucedidos do mundo: nada mal para um professor de inglês que jogou seu primeiro romance no lixo, que foi resgatado por sua esposa Tabitha, que o convenceu a publicá-lo.

Stephen King

 

O primeiro rascunho de Carrie de 1974, essa obra-prima, um clássico do mundo literário e do cinema, foi achado no lixo por sua esposa, Tabitha, que amou a historia e o convenceu a publicar, tendo o seu filme realizado dois anos depois pelo diretor Brian De Palma(Scarface 1983), que conta sobre a transição de uma menina para uma jovem mulher e de uma criança vítima de bullying para uma adulta vingativa.

 

Os livros de Stephen King sempre revelam muito bem as intenções dos personagens, todos são bem construídos, você como leitor ou espectador gostando deles ou não, criando uma empatia pelos seus atos e mostrando uma América que não costuma ser retratada no cinema.

Inspiração

Acostumado a colocar coisas do seu dia a dia em seus livros, King tem o dom de se inspirar em coisas que nunca iriamos imaginar. Em sua obra mais famosa O Iluminado (The Shining), publicado em 1977 e com o filme dirigido por Kubrick nos anos 80, King falava de um homem com abuso físico e emocional, a raiva e negligência de um pai alcoólatra que estava vivendo em uma casa mal assombrada.

Ele estava falando dele mesmo quando assumiu o alcoolismo. Esses aspectos tão importantes na obra desapareceram quando Kubrick mudou todos os personagens e fez com que King odiasse sua adaptação por isso.

Esse tipo de assunto sempre completa as obras de Stephen King, a perda de inocência, abuso físico e mental, a batalha entre o bem e o mal e como em uma teia de uma aranha, todas as historias estão se interligam, presenciando uma das coisas que os fãs adoram descobrir nas obras de King. Ele criou o seu próprio universo seja pela famosa cidade Derry ou Castle Rock, que são as mais conhecidas do estado Maine, estado onde ele cresceu e ainda mora.

Ele escrevia para classe trabalhadora, fazia questão de falar que eles eram o alvo, ele entendia o medo dos seus leitores e usava seus livros para dar esperança, nem sempre no modo certo.

Stephen King

Cujo (Cujo) livro publicado em 1981 e com o filme feito com direção Lewis Teague 1983, Stephen King não lembra do processo de criação da historia pelo bastante uso de droga e álcool, contou que teve a ideia quando foi levar o sua moto para o concerto onde tinha um cão da raça São Bernardo, que ficou rosnando para ele, latindo sem parar, só parou quando seu dono pediu, aquilo o deixou tão assustado que escreveu sua obra, uma peça com um dos finais mais tristes, também sendo uma das histórias mais tensas apesar do filme não passar nem a metade da tensão do livro.

O King Versátil

Por mais que Stephen King seja o mestre do horror, ele tem tantas outras obras como drama, romance e fantasia que faz dele um autor versátil. Uma das obras com um o maior processo de criação do autor até o momento é O Pistoleiro, que segue de 1978 a 1981, a mesma obra que se tornou a predisposição a saga Torre Negra, que ganhou um adaptação live action em 2017, que infelizmente não deu certo. 

Stephen King

Em 1982 o autor chega nas livrarias com Quatro Estações (Different Seasons) que ficou famoso só depois dos filmes Hollywoodianos, com quatro contos, três deles chegando as telonas, o clássico do cinema Conta Comigo filme de 1982 pelas mãos Rob Reiner, o concorrido filme Um sonho de liberdade de 1994 do diretor Frank Darabont, que foi indicado 7 Oscar e O Aprendiz de 1998 do diretor Bryan Singer.

Em 1984 foi publicado Os Olhos do Dragão (The Eyes Of The Dragon), foi um épico “de espada e feitiçaria” escrito para sua filha Naomi, King colocou ela como um personagem do livro, Naomi não curtia os livros de terror e pediu que o pai escrevesse um livro que pudesse ler para ela.

Stephen King

Mas essa versatilidade fora do gênero do terror não agradou tando os fãs, que o criticou por estar realizando obras fora de seu próprio nicho. Foi então que Stephen King teve a ideia de escrever um livro sobre um autor que estava cansado de escrever a mesma coisa sempre, então ele resolve matar a protagonista, deixando uma fã com muita raiva e ao lapso da loucura.

Esse livro era Misery que em 1987 foi publicado mostrando essa relação entre autor e os fãs. Em 1990 Rob Reiner resolver fazer o seu segundo filme adaptado de King, no Brasil recebeu o nome de Louca Obsessão fazendo com que a atriz Kathy Bates ganhasse o Oscar e o Globo de outro de Melhor Atriz pela interpretação da fã louca.

Stephen King

A Espera de um Milagre (The Green Mile) com a historia de um negro chamado John Coffey indo pro corredor da morte, três anos depois em 1999 seria a adaptação mais lucrativa de King no cinema ate aquele momento com US$ 136 Milhoes. Ele se firmou como um autor que consegue escrever obras para todas as idades, um público que varia dos 13 aos 100, sem preconceitos literários entre contos, novelas e obras magnificas de ficção. 

Stephen King

2017 – A volta de King

Os anos 80 foi o auge de Stephen King, ele ficou conhecido por seus livros e filmes, sejam eles boas ou péssimas adaptações. Ao menos uma adaptação de King era adaptada para as telonas e para a tv há cada dois meses. Talvez seja por isso que há tantas adaptações mal consideradas do autor por ai. Já que ele vendia o material a um preço realmente baixo para qualquer estudante de  cinema. E até algumas de suas obras foram adaptadas por ele mesmo.

Em exemplo Comboio do Terror, um terror trash, bem ruinzinho, o filme A hora do Lobisomem que no Brasil recebeu o titulo Bala de Prata, que tenta ser fiel ao livro mais estraga uma boa obra de King pela bizarrices, A maldição (Thinner) livro publicado 1984 que teve sua adaptação pelo incrível Tom Holland em 1996, foi muito criticado na época e com baixa bilheteria, O livro Zona Morta de 1979 que também teve o seu livro para telona em 1983 que foi uma ótima adaptação.

Mas passado os anos 80, os anos 90 foram seguidos por suas adaptações seguindo cada vez mais para o lado B do gênero. Levando grande obras por um lado mais Gore das coisas. O Cemitério Malditos (Pet Sematary 1989) que 1992 teve o filme. O livro que fala do medo da perda de um ente querido. Infelizmente o filme não consegue passar essas relação para o publico mesmo tempo boas criticas na época. Tanto que teve mais duas continuações sem muito sucesso como o primeiro.

Stephen King

O Eclipse Total (Dolores Claiborne) livro de 1992 e com o filme de 1995. É uma das melhores adaptações das obras do “mestre do horror”. Trazendo atriz Kathy Bates outra vez ao universo de Stephen King.

Chegamos na era 2000 e mesmo com uma tecnologia melhor e uma facilidade de ter grande produções, não recebemos boas adaptações. Os anos 80 e 90 passaram e o gênero de terror até mesmo de suspense foram deixados de lado.  O que atraia o publico era a tecnologia e filmes com roteiros mais fáceis.

Stephen King

Com grandes filmes seguindo as direções em ação e drama, algumas adaptações em filmes de King estavam sendo lançadas. Mas sem grandes públicos ou com criticas positivas. Saíram bastante filmes que foram criticados não só pela mídia mais sem atingir grande publico. Talvez seja por isso que muitos de seus fãs, em uma memoria mais fresca, aleguem que Stephen King carrega nas costas péssimas adaptações para a telona. O que não é verdade na visão geral.

No ano de 2001 temos Lembrança de um verão (Hearts In Atlantis 1999). O apanhador de Sonhos (Dreancatcher 2001) lançado em 2003, Montado na Bala (Riding The Bullet 2000). Em 2007, ano que King fazia 60 anos, tivemos boas adaptações no geral, com 1408 dirigido Mikael Hafstrom. Mas mesmo como uma boa adaptação ainda não teve um publico tão grande. E ainda no mesmo ano o diretor Frank Darabont resolve fazer o seu terceiro filme adaptado de King. O nevoeiro (The Mist 1980) veio com boas criticas, mas ficou abaixo do que era esperado em recepção.

Stephen King

Ao passar dos anos, voltamos no período de 2014 ate 2016, que nos apresentou mornas adaptações aos cinemas. Mas no ano de 2017, em comemoração aos seus 70 anos de existência, tudo iria mudar para melhor. É de admitir que 2017 foi ano de em que mais ouvíamos o nome de Stephen King.

Stephen King

Fomos recebidos com grandes produções e também com um bom número de adaptações. Adaptações que não agradaram a todos, como The Mist. A série é original Netflix e relembrando a adaptação Torre Negra, que ficaram muito abaixo do esperado pelos fãs. Elevando as críticas negativas para as obras em adaptação.

Mas recebemos em recompensa, MR. MERCEDES, JOGO PERIGOSO, 1922, e um dos filmes mais celebrados de 2017, IT- A COISA, batendo recordes de bilheteria para uma adaptação do autor, se tornando um dos filmes de terror mais vistos da história do cinema, arrecadando em torno de US$700 milhões, marca que pertencia a filme Sexto Sentido do diretor M.Night Shyamalan, com o seu humilde US$ 672 milhões. 

It foi lançado no momento certo, 27 anos depois do seriado ter eternizado o ator Tim Curry como o palhaço Pennywise. Trazendo um filme que não era de terror físico somente mas um terror psicológico. Alem de embarca na onda do seriado Stranger Things que já carrega um ar nostálgico, a inocência assustadora e a importância dos personagens. O publico envolvido com a trama e se conectando emocionalmente com os personagens.

O que podemos esperar no futuro do Universo King ?

No meio literário King já falou o seu novo livro no dia 22 de maio de 2018 nos EUA The Outsider. A obra tem 576 páginas, mas para que você é fã de cinema e dos seriados, trago boas noticias. Você vai gostar de saber que King está a todo vapor. Já confirmado em contrato com a Warner e a Netflix, para realizar outras adaptações de suas mais recentes obras. Sem contar com outras plataformas de streaming. 

Ainda não foi revelado a data de lançamento de uma adaptação específica, mas já é suficiente para deixar o público ansioso.

Podemos esperar um seriado do quarto livro da saga Torre Negra, intitulado Mago e Vidro, que ainda não se tem data de lançamento. Também teremos o remake de Incendiária. Um seriado baseado no livro Cemitério, Doutor Sono, a famosa continuação de O Iluminado. It – Part2, as adaptações dos contos Pesadelos e Paisagens NoturnasAo Cair da Noite e N (um dos melhores livros em minha humilde opinião).

E ainda chego a recomendar, sendo sujeito a futuras adaptações, O Talismã. Uma maravilhosa dark fantasy, rivavel, em homenagem ao Frankenstein de Mary Shelly e A Dança da Morte. Caso ainda queria conferir algum material recente do autor, o seriado Castle Rock. Baseado no universo de King, estreou no dia 25 de julho nos EUA.

E com 2019 já batendo na porta, esperamos os anúncios de mais obras de Stephen King sendo lançadas e adaptadas, podemos contar com muito mais, tudo é incerto no que se diz ao trabalho em adaptação do autor. Nossa única certeza é que, em 2019 iremos voltar a aproveitar seu palhaço assustador.