MISSÃO IMPOSSÍVEL ROGUE NATION – CRÍTICA:

MISSÃO IMPOSSÍVEL ROGUE NATION: O RETORNO DE ETHAN HUNT

Todo mundo curte um bom filme de ação. Por isso que ainda insistimos em Missão Impossível. O novo Missão Impossível Rogue Nation traz a abordagem original em volta de uma ideia não tão original assim. Mas que é muito bem administrada com cenas de ação bem dinâmicas e um enredo bem apresentado.

Missão Impossível Rogue Nation

Ethan Hunt, está caçando o Sindicato pelo mundo, mas acaba precisando desaparecer por conta de uma má interpretação da agência em relação as sua conduta como agente. Enquanto isso Brandt tenta defender o que restou da IMF para garantir uma proteção para Hunt, mas a CIA toma o controle e Hunt se vê sem apoio, mas o Sindicato está agindo e o espião resolve ir atrás deles para conseguir parar essa organização que quer orquestrar cada desgraça que acontece no mundo.

A história de Missão Impossível Rogue Nation não é lá muito original, já vimos isso em 007 e me desculpe Tom Cruise, mas James Bond fez primeiro, então perde ai um pouquinho da ideia. Mas diferente de 007, o vilão de Missão Impossível Rogue Nation é só um homem bem inteligente que pode ou não ser facilmente capturado.

Missão Impossível Rogue Nation

Tom Cruise, como sempre, está bem impressionante, tem o tom certo e é claro que ficamos bem maravilhados com todas as cenas de ação que existem no filme. Mas são exageradas. Nos três primeiros – mesmo no terceiro que tem uma gap de tempo bem grande em comparação ao segundo – as cenas de ação foram bem colocadas em relação com as cenas que contam a história e temos os diálogos, mas nesse quinto filme as cenas, além de terem a característica de absurdas – próprias da franquia – elas estão por toda a parte.

Dá pra respirar em vinte minutos de filme, de resto é só ação, e o mistério inteiro fica dentro desse tempo, que mesmo tendo sido bem distribuído deixa uma margem de erro – ou será que estou muito mal acostumada com 007? – Mas ainda assim dá pra aproveitar bastante cada cena e é claro temos a referência ao segundo filme com a perseguição de moto, lindamente feita pelo ator.

Missão Impossível Rogue Nation

A mocinha, vivida pela atriz Rebecca Ferguson, não é nada demais, sua personagem serve apenas como link para o governo britânico, mas durante o filme senti uma ligação mais profunda, já que ela é uma agente da MI6 – então teremos um crossover entre Ethan Hunt e James Bond? – Não sei, mas tudo é possível, já que no segundo filme também temos uma conexão com a agência britânica. Suas cenas são e precisam ser excitantes e bem perigosas, para colocar os homens e as mulheres expectadores bem alerta sobre a ideia e força da personagem.

Ela não é novo amor de Hunt, mas o filme nunca precisou disso, então seguimos em frente e mesmo seus movimentos de luta sendo repetitivos, a cena com as facas ficou muito bem feita e foi bem divertido de assistir, fora que temos a cena sexy do vestido. Da cor verde dessa vez.

Missão Impossível Rogue Nation

Jeremy Renner dá um bom parceiro. Mas já sabíamos disso por Vingadores, mesmo as pessoas esquecendo que o cara é um bom ator fora os filmes de ação. O cara é muito bom e merece sua digna posição como o novo parceiro de Ethan Hunt.

Simon Pegg foi a surpresa, sem mais. O nerd conseguiu garantir seu lugar como agente definitivo de campo e ganhou respeito. Além de mostrar o quanto consegue ser versátil, ele é divertido, esperto e fica muito bem de smoking.
Missão Impossível Rogue Nation

 Ving Rhames volta ao seu respectivo Luther e garante a nossa nostalgia e segurança de elenco nos filmes, já que ele é o único membro imutável da equipe. E Alec Baldwin conseguiu garantir sua entrada com graça e disposição. Mesmo tendo uma aparição bem simples e certeira, faz o final ser bem digno.

E finalmente temos o nosso vilão Lane, interpretado pelo ator Sean Harris. Um pouco desconhecido pelo público em geral, já que só fez trabalhos coadjuvantes, mas sua forma de interpretação é bem inglesa. Ou seja, fez seu trabalho muito bem, mesmo o personagem não sendo assim tão original em relação a trama. Como já coloquei antes, mas foi muito bem para o trabalho proposto, garantindo o sucesso do filme como vilão.

Agora, a cena de ação memorável que todo mundo queria ver? Foi o ponto baixo do filme. Esperava mais da parte onde ele precisa prender a respiração por três minutos, só que a cena só causa apreensão. Além de um salto impressionante sobre um buraco que o direciona diretamente para uma caixa cheia de água, não tem nada de mais.

Uma partezinha boa de suspense. Sabemos que ele vai conseguir, mas mesmo assim temos o suspense bem apresentado, então isso foi bem feito na cena. Mas tirando isso, deixou a desejar em relação aos outros quatro filmes, Ethan Hunt nos acostumou mal. Dando a ideia de que todas a concentração de uma cena em especial ficou distribuída na qualidade de todas as outras cenas do longa.

Vale a pena ir ao cinema por Missão Impossível Rogue Nation? Sem dúvida. É um bom filme e se comparado com todos os outros em cartaz, com certeza é a escolha mais certa do final de semana. E todas as críticas estão muito bem receptivas, já sendo considerado um dos melhores da franquia tirando o segundo – e é realmente muito bom -. Então vale a pena gastar pra sair de casa.