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CRÍTICA – TWENTY 스물

Uma das primeiras críticas sobre k-movies aqui no site – devo admitir que doramas são uma paixão obscura minha, assisti ao trailer  e fiquei curiosa, justo porque tem Woo Bin, um dos meus atores coreanos favoritos. Desde o primeiro momento, não consegui parar de rir. É sensacional, irônico, sujo, pastelão, romântico a sua maneira, e ainda surpreendente. 

Chi Ho, um playboy que nada faz da vida além de trair sua namorada e ficar no sofá olhando pro nada, não se preocupa com dinheiro, trabalho ou seguir um plano de vida, é aquele que sempre está discursando sobre “ainda temos tempo”.

Mas uma reviravolta acontece, ele se apaixona e tem seu coração partido, justamente por uma garota que faz ele pensar na vida e nas questões que o cercam, não existe um aprofundamento dentro desse arco, é apenas algo natural que acontece ao personagem de forma sutil, ele amadurece a sua maneira. Pensei que a história do personagem seria o centro do filme, já que o ator é um dos favoritos da Coreia no momento, mas não, ele tem seu arco próprio com um roteiro divido. Cada um deles tem um tempo de dela muito bem medido para que possamos nos identificar, aproximar e relacionar cada personagem. 

 

Kyung Jae é o, digamos assim, o ponto de equilíbrio do grupo, nem o aventureiro e nem o sonhador, ele só quer arrumar uma namorada e conseguir um trabalho estável na vida.
Mas seus amigos o tiram constantemente desse caminho de uma maneira extremamente divertida e compensadora. Seu coração também é partido pelas expectativas, – essa é a palavra certa- , a cerca de um amor não correspondido e ele começa a perceber mais as coisas a sua volta.
Dong Woo, o sonhador cartunista é o que, durante o filme, parecer ter uma vida muito mais difícil, família grande e pobre e ele mesmo vive em uma situação financeira não muito boa, mas insiste em perseguir seu sonho. Durante o filme, conforme a vida vai se chocando com sua vontade ele percebe que nem tudo é pra ser e começa a ponderar suas responsabilidades.
Os três amigos não se desgrudam, dando apoio até mesmo nas loucuras ou nos momentos mais pesados e desconfortáveis. E mesmo Chi Ho bancando o tão mais independente em relação a suas emoções, os três se completam de uma forma verdadeira.
Existe o dilema da idade e da ideia de responsabilidades que devemos assumir no decorrer das nossas vidas, até mesmo a forma que adiamos isso o máximo que pudermos, mas não é um fugir e sim perceber o porque de estarmos encarando essas responsabilidades, não deixarmos as amizades de lado, o que é verdadeiro e nossos sentimentos para trás. Mas nos atermos a eles para que ganhemos força no processo.
E o elemento chave desse filme é a amizade, o que se passa e  o que se faz não importa, a amizade sempre fica.

Essa dica valeu a pena e até fez eu me sentir mais normal em relação as minhas amizades.  Se você já é um dorameiro – como eu – ou acostumada (o) com a cultura coreana pelos doramas vai amar, por todos os motivos. Se não e quer conhecer mais, comece por esse filme.

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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