UM ATO DE ESPERANÇA (2017) – CRÍTICA

UM ATO DE ESPERANÇA – Uma história surpreendente que vai muito além das telas de cinema! 

De primeira vista, Um Ato de Esperança soa como uma trama sobre religião e politica. Questões sobre “a partir de qual momento uma vida é uma vida” aparecem em todo o tempo durante o primeiro momento do filme. Mas ao descartarmos essa primeira impressão, percebemos que é uma análise profunda sobre o papel feminino dentro de um relacionamento. A construção da moral pessoal e até onde estamos dispostos a seguir em busca do que queremos.  
Um Ato de Esperança crítica estreia emma thompson
Fiona é uma juíza parlamentar que sempre se envolve demais em seus casos. Talvez para não ter que enfrentar a fase monótona de seu relacionamento com Jack. Um professor de filosofia, que um dia chega a declarar abertamente que terá um caso. Entendam, muita coisa neste filme pode parecer uma montagem clichê. Mas está longe disso! 
Até que Fiona cruza com o caso de Adam, uma testemunha de Jeová, com leucemia. Que se recusa a fazer uma transfusão de sangue para se salvar. Os dois personagens entram em uma espécie de relacionamento, onde começamos a entender a dimensão do personagem de Fiona e a construção desta história. 
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Essa qualidade shakesperiana teatral do cinema britânico envolve completamente os aspectos de construção de Um Ato de Esperança. Cada cena, cada momento, é um momento fechado entre os personagens. Como se três histórias se juntassem durante o caminho, formando uma linda construção. 
No primeiro momento, em que Fiona e Jack discutem a relação, entendemos essa mesma construção, onde o diretor nos apresenta ângulos abertos, criando dinâmica entre o cenário e os personagens. Emma Thompson consegue canalizar toda a energia de Fiona, dentro de um relacionamento falho, com a rotina do trabalho. 
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Stanley Tucci, em tramas fechadas, sempre consegue desenvolver seus personagens com esse ar jocoso. É como se ele estivesse sempre brincando com o público. Ele está falando sério, ele não está… O mesmo acontece com “Uma manhã com Velvet“, que apresenta o mesmo exemplo de narrativa. 
Fionn Whitehead consegue atingir o tom certo com Adam, o personagem que envolve as questões sobre vida, morte, religião, paixão… Seu personagem é inocente, manipulador e corajoso. Não consigo esquecer seu olhar em direção a Emma Thompson, demonstrando um debochar juvenil, enquanto subjetivamente, se declara para ela. O tom certo. 
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A trilha sonora de Stephen Warbeck, juntamente a direção de fotografia de Andrew Dunn, seguem em harmonia com a direção teatral de Richard Eyre e seu desenvolvimento de personagens em Um Ato de Esperança
Mas realmente, a estrela deste filme é Emma Thompson. Como sempre. Ela consegue capturar a atenção do espectador. Ela é frágil, mas firme, doce, mas justa. Esta mesma complexidade característica da carreira de Emma em seus personagens, nos conta a história de uma mulher que precisou passar por tudo isso, para poder se reencontrar. Dentro da sua profissão, de seu casamento e principalmente, para si mesma. 
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Um Ato de Esperança é um excelente drama, pontuando coragem, relacionamentos e auto reflexões. Com um elenco forte e preparado, uma direção de primeira qualidade. Este é um filme que, sem dúvidas, vale o ingresso! 
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Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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