STEPHEN KING: ENSAIO PESSOAL – ARTIGO

STEPHEN KING – O MESTRE DO HORROR

Você pelo menos já assistiu alguma obra de Stephen King, seja pelo cinema, seriados ou então pelas obras literárias. A escrita de Stephen King se estende por mais de 40 anos e mais de 60 livros e embora o conteúdo de sua ficção possa varias entre estilos, ele é mais conhecido por suas obras de horror.

Existe até um trocadilho com o nome dele “King” não seria atoa, suas obram são tão rentáveis a literatura quanto para o cinema. Claro que o começo foi difícil, ninguém queria comprar suas obras e chegou vende-las tão baratas para tentar sobreviver e ter como sustenta o vicio em álcool que tinha no começo de sua carreira.

Stephen King

Isso faz dele um dos autores mais bem sucedidos do mundo: nada mal para um professor de inglês que jogou seu primeiro romance no lixo, que foi resgatado por sua esposa Tabitha, que o convenceu a publicá-lo.

O primeiro rascunho de Carrie de 1974, essa obra-prima, um clássico do mundo literário e do cinema, foi achado no lixo por sua esposa, Tabitha, que amou a historia e o convenceu a publicar, tendo o seu filme realizado dois anos depois pelo diretor Brian De Palma(Scarface 1983), que conta sobre a transição de uma menina para uma jovem mulher e de uma criança vítima de bullying para uma adulta vingativa.

Os livros de Stephen King sempre revelam muito bem as intenções dos personagens, todos são bem construídos, você como leitor ou espectador gostando deles ou não, criando uma empatia pelos seus atos e mostrando uma América que não costuma ser retratada no cinema.

Stephen King

Inspiração

Acostumado a colocar coisas do seu dia a dia em seus livros, King tem o dom de se inspirar em coisas que nunca iriamos imaginar. Em sua obra mais famosa O Iluminado (The Shining), publicado em 1977 e com o filme dirigido por Kubrick nos anos 80, King falava de um homem com abuso físico e emocional, a raiva e negligência de um pai alcoólatra que estava vivendo em uma casa mal assombrada.

Ele estava falando dele mesmo quando assumiu o alcoolismo. Esses aspectos tão importantes na obra desapareceram quando Kubrick mudou todos os personagens e fez com que King odiasse sua adaptação por isso.

Stephen King

Esse tipo de assunto sempre completa as obras de Stephen King, a perda de inocência, abuso físico e mental, a batalha entre o bem e o mal e como em uma teia de uma aranha, todas as historias estão se interligam, presenciando uma das coisas que os fãs adoram descobrir nas obras de King. Ele criou o seu próprio universo seja pela famosa cidade Derry ou Castle Rock, que são as mais conhecidas do estado Maine, estado onde ele cresceu e ainda mora.

Stephen King

Ele escrevia para classe trabalhadora, fazia questão de falar que eles eram o alvo, ele entendia o medo dos seus leitores e usava seus livros para dar esperança, nem sempre no modo certo.

Cujo (Cujo) livro publicado em 1981 e com o filme feito com direção Lewis Teague 1983, Stephen King não lembra do processo de criação da historia pelo bastante uso de droga e álcool, contou que teve a ideia quando foi levar o sua moto para o concerto onde tinha um cão da raça São Bernardo, que ficou rosnando para ele, latindo sem parar, só parou quando seu dono pediu, aquilo o deixou tão assustado que escreveu sua obra, uma peça com um dos finais mais tristes, também sendo uma das histórias mais tensas apesar do filme não passar nem a metade da tensão do livro.

Stephen King

O King Versátil

Por mais que Stephen King seja o mestre do horror, ele tem tantas outras obras como drama, romance e fantasia que faz dele um autor versátil. Uma das obras com um o maior processo de criação do autor até o momento é O Pistoleiro, que segue de 1978 a 1981, a mesma obra que se tornou a predisposição a saga Torre Negra, que ganhou um adaptação live action em 2017, que infelizmente não deu certo. 

Stephen King

Em 1982 o autor chega nas livrarias com Quatro Estações (Different Seasons) que ficou famoso só depois dos filmes Hollywoodianos, com quatro contos, três deles chegando as telonas, o clássico do cinema Conta Comigo filme de 1982 pelas mãos Rob Reiner, o concorrido filme Um sonho de liberdade de 1994 do diretor Frank Darabont, que foi indicado 7 Oscar e O Aprendiz de 1998 do diretor Bryan Singer.

Em 1984 foi publicado Os Olhos do Dragão (The Eyes Of The Dragon), foi um épico “de espada e feitiçaria” escrito para sua filha Naomi, King colocou ela como um personagem do livro, Naomi não curtia os livros de terror e pediu que o pai escrevesse um livro que pudesse ler para ela.

Stephen King

Mas essa versatilidade fora do gênero do terror não agradou tando os fãs, que o criticou por estar realizando obras fora de seu próprio nicho. Foi então que Stephen King teve a ideia de escrever um livro sobre um autor que estava cansado de escrever a mesma coisa sempre, então ele resolve matar a protagonista, deixando uma fã com muita raiva e ao lapso da loucura.

Esse livro era Misery que em 1987 foi publicado mostrando essa relação entre autor e os fãs. Em 1990 Rob Reiner resolver fazer o seu segundo filme adaptado de King, no Brasil recebeu o nome de Louca Obsessão fazendo com que a atriz Kathy Bates ganhasse o Oscar e o Globo de outro de Melhor Atriz pela interpretação da fã louca.

Stephen King

A Espera de um Milagre (The Green Mile) com a historia de um negro chamado John Coffey indo pro corredor da morte, três anos depois em 1999 seria a adaptação mais lucrativa de King no cinema ate aquele momento com US$ 136 Milhoes. Ele se firmou como um autor que consegue escrever obras para todas as idades, um público que varia dos 13 aos 100, sem preconceitos literários entre contos, novelas e obras magnificas de ficção. 

Stephen King

2017 – A volta de King

Os anos 80 foi o auge de Stephen King, ele ficou conhecido por seus livros e filmes, sejam eles boas ou péssimas adaptações. Ao menos uma adaptação de King era adaptada para as telonas para a tv e talvez seja por isso que há tantas adaptações mal consideradas do autor por ai, já que ele vendia o material a um preço realmente baixo para qualquer estudante de  cinema e até algumas de suas obras foram adaptadas por ele mesmo.

Em exemplo Comboio do Terror, um terror trash, bem ruinzinho, o filme A hora do Lobisomem que no Brasil recebeu o titulo Bala de Prata, que tenta ser fiel ao livro mais estraga uma boa obra de King pela bizarrices, A maldição (Thinner) livro publicado 1984 que teve sua adaptação pelo incrível Tom Holland em 1996, foi muito criticado na época e com baixa bilheteria, O livro Zona Morta de 1979 que também teve o seu livro para telona em 1983 que foi uma ótima adaptação.

Mas passado os anos 80, os anos 90 foram seguidos por suas adaptações seguindo cada vez mais para o lado B do gênero, levando grande obras por um lado mais Gore das coisas, O Cemitério Malditos (Pet Sematary 1989) que 1992 teve o filme, livro que fala do medo da perda de um ente querido, infelizmente o filme não consegue passar essas relação para o publico mesmo tempo boas criticas na época, tanto que teve mais duas continuações sem muito sucesso como o primeiro.

O Eclipse Total (Dolores Claiborne) livro de 1992 e com o filme de 1995 é uma das melhores adaptações das obras do “mestre do horror” trazendo atriz Kathy Bates outra vez ao universo de Stephen King.

Stephen King

Chegamos na era 2000 e mesmo com uma tecnologia melhor e uma facilidade de ter grande produções, não recebemos boas adaptações, levando os anos 2000 a ser uma grande furada. Os anos 80 e 90 passaram e o gênero de terror até mesmo de suspense foram deixados de lado, o que atraia o publico era a tecnologia e filmes com um roteiro fácil para entender.

Com grandes filmes seguindo as direções em ação e drama, algumas adaptações em filmes de King estavam sendo lançadas, mas sem grandes públicos ou com criticas positivas, saíram bastante filmes que foram criticado não só pela mídia mais sem atingir grande publico, talvez seja por isso que muitos de seus fãs, em uma memoria mais fresca, aleguem que Stephen King carrega nas costas péssimas adaptações para a telona, o que não é verdade na visão geral.

Stephen King

No ano de 2001 temos Lembrança de um verão (Hearts In Atlantis 1999), o fraquíssimo filme O apanhador de Sonhos (Dreancatcher 2001) lançado em 2003, Montado na Bala (Riding The Bullet 2000) que mal ficou nas telonas pelo baixo publico em 2004. Em 2007, ano que King fazia 60 anos, tivemos boas adaptações no geral, com 1408 dirigido Mikael Hafstrom, mesmo como uma boa adaptação ainda não teve um publico tão grande. E ainda no mesmo ano o diretor Frank Darabont resolve fazer o seu terceiro filme adaptado de King, O nevoeiro (The Mist 1980) veio com boas criticas, mas ficou abaixo do que era esperado em recepção.

Stephen King

Ao passar dos anos, voltamos no período de 2014 ate 2016, que nos apresentou mornas adaptações aos cinemas. Mas no ano de 2017, em comemoração aos seus 70 anos de existência, tudo iria mudar para melhor. É de admitir que 2017 foi ano de em que mais ouvíamos o nome de Stephen King, seja no cinema ou direto nos serviços de streaming.

Stephen King

Fomos recebidos com grandes produções e também com um bom número de adaptações que não chegou a agradar a todos, como The Mist, a série original Netflix e relembrando a adaptação Torre Negra, que ficaram muito abaixo do esperado pelos fãs, elevando as críticas negativas para as obras em adaptação.

Mas recebemos em recompensa, MR. MERCEDES, JOGO PERIGOSO, 1922, e um dos filmes mais celebrados de 2017, IT- A COISA, batendo recordes de bilheteria para uma adaptação do autor, se tornando um dos filmes de terror mais vistos da história do cinema, arrecadando em torno de US$700 milhões, marca que pertencia a filme Sexto Sentido do diretor M.Night Shyamalan, com o seu humilde US$ 672 milhões. 

Stephen King

It foi lançado no momento certo, 27 anos depois do seriado ter eternizado o ator Tim Curry como o palhaço Pennywise. Trazendo um filme que não era de terror físico somente mas um terror psicológico. Alem de embarca na onda do seriado Stranger Things que já carrega um ar nostálgico em celebração aos anos 80, a inocência assustadora e a importância dos personagens, o publico envolvido com a trama e se conectando emocionalmente com os personagens.

Tanto fez sucesso, que esperamos para 2019 sua tão aguardada sequência ( confira fotos do elenco, AQUI

Stephen King

O que podemos esperar no futuro do Universo King ?

No meio literário King já falou o seu novo livro no dia 22 de maio de 2018 nos EUA The Outsider. A obra tem 576 páginas, mas para que você é fã de cinema e dos seriados, trago boas noticias, você vai gostar de saber que King está a todo vapor, já confirmado em contrato com a Warner e a Netflix, para realizar outras adaptações de suas mais recentes obras, sem contar com outras plataformas de streaming. 

Ainda não foi revelado a data de lançamento de uma adaptação específica, mas já é suficiente para deixar o público ansioso.

Stephen King

Podemos esperar um seriado do quarto livro da saga Torre Negra, intitulado Mago e Vidro, que ainda não se tem data de lançamento. Também teremos o remake de Incendiária, um seriado baseado no livro Cemitério, Doutor Sono, a famosa continuação de O Iluminado, It – Part2, as adaptações dos contos Pesadelos e Paisagens Noturnas, Ao Cair da Noite e N (um dos melhores livros em minha humilde opinião).

E ainda chego a recomendar, sendo sujeito a futuras adaptações, O Talismã, uma maravilhosa dark fantasy, Rivavel, em homenagem ao Frankenstein de Mary Shelly e A Dança da Morte. Caso ainda queria conferir algum material recente do autor, o seriado Castle Rock, baseado no universo de King, estreou no dia 25 de julho nos EUA.

Stephen King

E com 2019 já batendo na porta, esperamos os anúncios de mais obras de Stephen King sendo lançadas e adaptadas, podemos contar com muito mais, tudo é incerto no que se diz ao trabalho em adaptação do autor. Nossa única certeza é que, em 2019 iremos voltar a aproveitar seu palhaço assustador.


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