YONLU ( 2017 ) – DICA ATM

Yonlu é um filme nacional dirigido por Hique Montanari. Que conta a história do músico Vinícius Gageiro Marques, também conhecido pelo pseudônimo “Yonlu”. A vítima do primeiro caso de suicídio assistido pela internet do Brasil. Em março de 2019 a película ganhou o prêmio Humanidade e de melhor ator, no festival de cinema New Renaissance em Amsterdam.

Yonlu crítica cinema nacional

Vinícius Gageiro Marques, também conhecido como Yonlu, foi um jovem porto alegrense filho de uma psicanalista e um professor universitário. Devido ao trabalho da mãe ele se mudou para França com 3 anos de idade, onde foi alfabetizado em francês. Também se tornara fluente em inglês, espanhol e galês antes dos 9 anos de idade.

Vinicius também tinha uma grande aptidão musical. Começou a tocar bateria aos 4 anos e posteriormente piano e guitarra. Devido a essas mesmas destrezas seu pai dizia que ele tinha um tipo de “desvio químico”. O que o fez ter acompanhamento terapêutico desde muito cedo.

Yonlu crítica cinema nacional

Vinicius produziu muitas músicas sozinho, em seu quarto e as compartilhava em fóruns e blogs online. Posteriormente a sua morte, a Allegro Discos lançou sua obra e Yonlu foi considerado um gênio musical internacional. Foi online também que Vinícius encontrou espaço para expor sua depressão e deslocamento.

No filme, Hique Montanari trás uma visão contemplativa do artista que foi Yonlu. O diretor trata desse tema delicado, que é o suicídio, de forma delicada e ao mesmo tempo brutal. O longa usa de uma narrativa bem fluída, poética e extremamente contemplativa. Se apoiando nas músicas compostas por Yonlu e nos desenhos deixados por ele. Mas passa longe de romantizar o caso ou vitimizar a figura de Yonlu.

Yonlu crítica cinema nacional

Ele aparentemente busca descascar o personagem e mostrar todas as camadas do seu psicológico, até chegar na inquietação que o levou ao suicídio. Sem justificar ou romantizar o ato, mas respeitando o legado artístico de Yonlu. É esteticamente lindo, a atuação de Thalles Cabral, que quase beira um monólogo existencialista, não tem erros. E no final o longa nos deixa com nó na garganta e coração apertado. Yonlu crítica cinema nacional


Sobre o Autor

Samanta Desplanches
Samanta Desplanches, professora e historiadora em formação, colaboradora no Dorama atm e Cinema atm e apaixonada por filmes, livros, musica, memes e paçoca!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *